
Fifa é alvo de investigação nos Estados Unidos por conta da Copa do Mundo
A Fifa está sob investigação nos Estados Unidos por conta das práticas de venda de ingressos para a Copa do Mundo 2026. As procuradorias-gerais de Nova York e Nova Jersey anunciaram, nesta quarta-feira, a abertura formal de um processo que apura irregularidades na comercialização das entradas para o torneio. O anúncio foi feito por meio de comunicado conjunto das duas autoridades, que apontaram uma série de problemas no processo de venda.
Entre as críticas, as procuradoras destacaram o que chamaram de “confusão, escassez e preços absurdamente altos” na distribuição dos ingressos ao público.
Preços elevados e reclamações de torcedores
Os valores cobrados pelas entradas chamaram atenção pelo volume. O custo médio dos ingressos para a final da Copa do Mundo 2026 chega a quase US$ 13 mil — aproximadamente R$ 65 mil na cotação atual. O montante representa um obstáculo significativo para torcedores comuns que desejam acompanhar o torneio presencialmente.
Além dos preços, a investigação também contemplará oito partidas da Copa do Mundo realizadas em Nova Jersey. Torcedores que afirmam ter comprado assentos em localizações diferentes das recebidas também terão as reclamações analisadas no processo.
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Intimação enviada à entidade máxima do futebol
As autoridades americanas informaram que já enviaram uma intimação à Fifa solicitando informações detalhadas sobre as práticas de venda de ingressos adotadas para o torneio. A entidade não se manifestou publicamente sobre a ordem judicial até o momento de publicação desta matéria.
A investigação, no entanto, não deve ser concluída antes do início do Mundial, previsto para 11 de junho. O processo seguirá em andamento mesmo com o torneio em curso.
Torcedores americanos cobram acesso justo
A abertura do processo reflete uma insatisfação crescente entre os torcedores locais. Os moradores de Nova York e arredores aguardavam há anos a realização de uma Copa do Mundo na região e esperavam acesso facilitado às partidas. A percepção de que o processo de venda não foi transparente alimentou as reclamações que chegaram às procuradorias.
