A Ponte Danjiang, em Taiwan, foi oficialmente aberta e passou a chamar atenção internacional por um motivo específico: a estrutura é descrita como a mais longa ponte estaiada assimétrica de torre única do mundo. O projeto atravessa a foz do rio Tamsui, no norte do país, e foi desenvolvido pelo escritório Zaha Hadid Architects.
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Além do impacto visual, a ponte foi concebida para atuar como um novo eixo de conexão regional. Segundo as informações divulgadas, a estrutura liga o distrito de Tamsui à região de Bali, em New Taipei City, e deve reduzir em cerca de 25 minutos o tempo de deslocamento entre os dois pontos.

Projeto aposta em torre única e menor impacto visual
A ponte utiliza um design com única torre assimétrica estaiada, solução que reduz a quantidade de estruturas no rio e busca minimizar interferências na paisagem do estuário. A torre principal possui 200 metros de altura, enquanto o vão central alcança 450 metros.
De acordo com os detalhes divulgados sobre o projeto, o uso de apenas uma torre também ajuda a diminuir impactos no leito do rio Tamsui e no ecossistema aquático da região.

O tabuleiro principal da ponte tem aproximadamente 71 metros de largura e inclui espaço para pedestres, ciclistas e veículos. Há ainda previsão para operação futura de uma linha de transporte leve sobre a estrutura.
Estrutura foi projetada para resistir a terremotos
Outro ponto destacado no projeto é a resistência sísmica da ponte. A estrutura foi desenvolvida para suportar terremotos de magnitude 7 ou superior, característica considerada importante devido à localização de Taiwan em uma área de intensa atividade tectônica.
Para isso, a ponte utiliza um sistema sísmico que administra forças verticais e horizontais. Segundo o material divulgado, forças verticais são transferidas diretamente para a fundação por meio dos apoios e cabos estaiados.
Já as forças horizontais longitudinais e laterais são absorvidas por componentes como amortecedores hidráulicos, apoios pendulares por fricção e suportes de borracha sintética.
As obras começaram em 2019 e inicialmente tinham previsão de conclusão em 2024. No entanto, o cronograma sofreu atrasos relacionados a condições climáticas e falta de mão de obra, fazendo com que a inauguração ocorresse dois anos depois do previsto.
Ana Luiza Figueiredo
Ana Figueiredo é repórter de tecnologia do Olhar Digital. É formada em jornalismo pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU).
