Ingressos caros e hotéis vazios preocupam cidades-sede da Copa do Mundo 2026

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Passagens Copa do Mundo

Copa de 2026 preocupa cidades-sede com baixa procura e preços altos

A um mês da Copa do Mundo de 2026, cidades-sede dos Estados Unidos, México e Canadá começam a enfrentar um cenário distante da expectativa criada para o torneio. Hotéis registram demanda abaixo das projeções iniciais e os preços dos ingressos passaram a cair no mercado de revenda.

A preocupação cresceu após dados divulgados pela American Hotel & Lodging Association, que apontaram reservas abaixo das previsões em grande parte das cidades anfitriãs nos Estados Unidos.

Segundo o levantamento, quase 80% dos hoteleiros consultados em 11 mercados da Copa afirmaram que a procura está abaixo do esperado neste momento da preparação para o torneio.

Entre os fatores apontados estão os altos custos de viagem, dificuldades logísticas para torcedores internacionais e cancelamentos de blocos de quartos previamente reservados pela própria FIFA.

A situação já afeta mercados considerados estratégicos para o Mundial. Em Vancouver, por exemplo, a taxa de ocupação para datas de jogos estava em torno de 39%, abaixo dos números registrados no mesmo período do ano passado.

Já em Boston, que receberá partidas importantes da fase de grupos, hotéis também convivem com ritmo lento de reservas.

Formato ampliado muda dinâmica da Copa

O novo formato da Copa do Mundo também aparece como elemento central no comportamento do público. Pela primeira vez, o torneio terá 48 seleções e 104 partidas espalhadas por 16 cidades-sede.

A logística mais pesada aumentou o custo para torcedores que pretendem acompanhar suas seleções ao longo da competição. Em muitos casos, os deslocamentos exigem viagens longas entre cidades dos Estados Unidos, Canadá e México.

Nos bastidores do setor turístico, existe a percepção de que parte dos torcedores está aguardando quedas nos preços antes de confirmar viagens e hospedagens.

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Ingressos entram em queda no mercado

A situação também se reflete nos ingressos. Dados recentes do mercado de revenda mostram redução nos valores de mais de 90% das partidas anunciadas até agora.

Mesmo com a queda, os preços seguem altos para boa parte do público. Ingressos da fase de grupos ainda aparecem com média próxima de US$ 560 no mercado secundário.

A estreia dos Estados Unidos contra o Paraguai, em Los Angeles, virou símbolo do debate sobre os custos da Copa. Alguns bilhetes chegaram próximos de US$ 1.000, valor que gerou críticas inclusive do presidente norte-americano Donald Trump.

FIFA mantém política de preços

A FIFA defende o modelo adotado para comercialização dos ingressos. O presidente Gianni Infantino argumenta que valores mais baixos no início das vendas favoreceriam ainda mais a ação de cambistas e revendedores.

Internamente, a entidade acredita que a procura deve crescer conforme a competição se aproximar. Ainda assim, o mercado já trata o comportamento do público como um sinal de alerta para o torneio.

A expectativa segue sendo de estádios cheios e grande audiência global, mas hotéis e setores ligados ao turismo começam a revisar projeções financeiras feitas meses atrás.

Cidades-sede monitoram cenário de perto

Com investimentos elevados em infraestrutura, mobilidade e operação, as cidades anfitriãs contam com a Copa para impulsionar receitas ligadas ao turismo internacional.

Por enquanto, porém, o movimento abaixo do esperado cria um ambiente de cautela entre organizadores e empresários locais.





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