8 nomes estão entre os principais acusados da PF pelo caso Master; relembre as operações – O Brasilianista

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A Operação Compliance Zero já está na sexta fase em poucos meses

Por
Camila Lutfi

| 15 de maio de 2026

Operação Compliance Zero deflagrou sua 6ª fase na última quinta-feira (14), aprofundando as investigações da Polícia Federal (PF) e caracterizando que Daniel Bueno Vorcaro e seu pai, Henrique Moura Vorcaro, atuavam como milicianos.

Os dois ameaçavam prestadores de serviço ao liderarem o grupo criminoso que protegia o esquema fraudulento do Banco Master.

Essa operação investiga as atividades e envolvidos na fraude bilionária gerada pelo grupo Master. Vale lembrar que ela começou com uma representação do Banco Central (BC) em julho de 2025, após o BC rejeitar a compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB).

Os motivos para a recusa, segundo o BC, eram o fluxo atípico de recursos transferidos pelo BRB ao Master nos primeiros meses de 2025, ultrapassando o limite de exposição do Banco Regional de Brasília.

Vorcaro comprou a participação no banco Master em 2017, assumiu o controle em 2019 e mudou o nome da instituição para Master em 2021. Desde o início da nova gestão, o banco ficou conhecido no mercado por oferecer investimentos de alto retorno e risco.

Desde que a Operação Compliance Zero começou, já foram acusados pela PF, entre os principais envolvidos:

  • Daniel Bueno Vorcaro: Liderança do núcleo central da organização criminosa; demandante de ataques e monitoramentos.
  • Henrique Moura Vorcaro: Financiador e operador financeiro do grupo; solicitante de serviços ilícitos mesmo após o início das investigações.
  • Marilson Roseno da Silva: Liderança operacional da “A Turma”; coordenação de ações violentas e corrupção de policiais.
  • David Henrique Alves: Liderança do núcleo “Os Meninos”; coordenação de crimes cibernéticos e ocultação de provas digitais.
  • Manoel Mendes Rodrigues: Liderança de braço local no RJ; elo com o Jogo do Bicho e execução de intimidações físicas.
  • Anderson Wander da Silva Lima (PF) e Sebastião Monteiro Júnior (PF aposentado): Atuação em braço policial-informacional e realização de consultas indevidas a dados sigilosos.
  • Valéria Vieira Pereira da Silva (Delegada PF): Violação de sigilo funcional e repasse de informações estratégicas de inquéritos.
  • Empresas Roseno & Ribeiro, King Participações, Bipe Software, Drogaria Saúde Vida foram usadas para pagamentos e circulação de recursos ilícitos, além de emissão de notas fiscais fraudulentas.

Relembre as 6 fases da Operação Compliance Zero

De acordo com a Polícia Federal (PF), a primeira fase tinha como foco combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras que integram o Sistema Financeiro Nacional. Foi nessa etapa que foi descoberta a fraude de R$ 12 bilhões do Master — a maior de todo o sistema brasileiro.

Na segunda fase, deflagrada em janeiro deste ano, policiais apuravam a prática dos crimes de organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro. Na época, foi desenrolada a “Turma de Vorcaro”. Nessa etapa, foram bloqueados bens e valores que superam R$ 5,7 bilhões, segundo a PF.

3ª fase da operação realizada em março teve o objetivo de investigar a possível prática dos crimes de ameaça, de corrupção, de lavagem de dinheiro e de invasão de dispositivos. A PF também informou que foram determinadas ordens de afastamento de cargos públicos e de sequestro e de bloqueio de bens, no montante de até R$ 22 bilhões.

Já a 4ª fase, deflagrada em abril, investigou esquema de lavagem de dinheiro para o pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos.

5ª etapa, realizada também em maio, investigou a lavagem de dinheiro e corrupção. A decisão judicial autorizou nesta fase o bloqueio de bens, de direitos e de valores no valor de R$ 18,85 milhões, segundo a PF.

Por fim, na 6ª fase, a PF investiga a organização criminosa suspeita de praticar condutas de intimidação, de coerção, de obtenção de informações sigilosas e de invasões a dispositivos informáticos.

Policiais federais cumpriram 7 mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, nos estados de São Paulo, do Rio de Janeiro e de Minas Gerais. Também foram determinadas ordens de afastamento de cargos públicos e de sequestro e bloqueio de bens.

O período compreendido pelos dados apresentados pela PF vai de 2024 até abril deste ano.

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Foto de Camila Lutfi

Jornalista multimídia, formada pela Cásper Líbero. Possui experiência em redação, reportagem, social media e produção digital. Já passou por veículos como InfoMoney e Estadão, cobrindo economia, finanças pessoais, política, geopolítica, cotidiano, esportes e entretenimento.





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