Flávio Bolsonaro se pronuncia após áudio em que pede dinheiro a Daniel Vorcaro – O Brasilianista

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O senador entrou em contato com o ex-banqueiro para um possível financiamento de filme biográfico sobre seu pai

Por
Guilherme Lima

| 15 de maio de 2026

Como noticiado anteriormente pelo O Brasilianista, na última quarta-feira (13), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) admitiu que fez uma busca por investidores privados para realizar o financiamento do filme “Dark Horse”, uma produção biográfica sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Essa declaração aconteceu logo após a divulgação, por parte do Intercept Brasil, de mensagens, áudios e comprovantes bancários que revelam uma negociação de cerca de US$ 24 milhões, o que equivale a aproximadamente R$ 134 milhões na cotação relativa a época, com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O dono do Banco Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025.

Nota oficial

Diante dos desdobramentos do caso, o senador divulgou uma nota oficial falando sobre o ocorrido, a linha do tempo dos acontecimento e demonstrou apoio a uma CPI do Banco Master o mais rápido possível. Veja a nota oficial na íntegra abaixo:

É preciso restabelecer os fatos e separar investigação séria de tentativa de contaminação política.

Minha participação no projeto do filme sobre o presidente Jair Bolsonaro limitou-se à busca de investimento privado para uma obra cultural privada, produzida nos Estados Unidos, sem recurso público, sem Lei Rouanet, sem Embratur, sem prefeitura e sem qualquer contrapartida ligada ao meu mandato.

Me relacionei com Daniel Vorcaro estritamente no papel de um filho que buscava patrocínio de um empresário para o filme em homenagem ao pai. Não houve doação, favor, empréstimo pessoal, camaradagem ou vantagem política. Ele fez um investimento que previa retorno financeiro conforme o desempenho comercial da obra. Também é falsa a insinuação de que recursos tenham sido destinados a Eduardo Bolsonaro: os aportes foram direcionados a um fundo específico da produção, com estrutura jurídica própria e fiscalização nos Estados Unidos.

A linha do tempo é decisiva. O contato ocorreu em 2024 quando os fatos hoje atribuídos a Vorcaro não eram conhecidos publicamente. À época, ele circulava normalmente no mercado, patrocinava eventos, programas de TV e iniciativas empresariais, inclusive evento empresarial em Nova York, promovido por um grande grupo de comunicação braseiro, em maio de 2024, no qual foi apresentado ao mercado americano.

É nesse contexto que buscamos o investimento no filme.

Quando os aportes deixaram de ser cumpridos e as acusações vieram a público, a relação foi encerrada e outros investidores foram buscados.

Não vou aceitar que nos misturem com os bandidos do PT. As relações são completamente distintas. Não houve reunião fora de agenda com presidente da República, pagamento a ex-ministro por acesso ao governo, contrato milionário com o ministro da justiça, que é o chefe da PF, nem houve qualquer promessa de favorecimento ao banqueiro.

Tentar colocar todos na mesma vala é uma distorção política inaceitável.

Por isso, defendo que todos os fatos sejam investigados com rigor e transparência. Por isso, exigimos a CPI do Master já“.

Nomes que se beneficiam

Conforme divulgado pelo O Brasilianista, três nomes podem acabar se beneficiando a partir desse escândalo. Uma dessas pessoas é Michelle Bolsonaro, que era uma das principais cotadas dentre o clã Bolsonaro para a tentativa de uma disputa eleitoral. Diante de uma crise instalada na reputação de Flávio, Michelle poderia ser uma substituta da família na campanha.

Outro nome é Romeu Zema, pré-candidato pelo pelo partido NOVO à Presidência da República, ele é um dos principais nomes da direita a se candidatar. Recentemente, teve apoio de Flávio Bolsonaro, pelo qual reforçou as críticas do ex-governador ao STF (Supremo Tribunal Federal).

Por último, Ronaldo Caiado aparece como outro nome que ganha certa popularidade com o caso. pré-candidato pelo PSD e ex-governador de Goiás, já afirmou que o seu primeiro ato de governo seria a “anistia ampla, geral e irrestrita” para os envolvidos nos atos do dia 8 de janeiro de 2023.

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Foto de Guilherme Lima

Jornalista formado pela Universidade Cruzeiro do Sul, com experiência em produção de conteúdo, assessoria de imprensa e cobertura jornalística. Ao longo da trajetória, atuou desenvolvendo planejamento editorial, monitoramento de notícias, criação de releases e análise de métricas para redes sociais. Também atua como comentarista e repórter esportivo.

Seu trabalho tem foco em jornalismo informativo com atenção especial às áreas de política, economia, justiça e geopolítica, unindo apuração rigorosa, linguagem acessível e olhar estratégico para o ambiente digital.





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