Espuma tóxica recobre Rio Tietê em Salto (SP) e pode causar irritação na pele, diz prefeitura

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Nesta quinta-feira (14), imagens aéreas registraram uma densa camada de espuma tóxica cobrindo o Rio Tietê na cidade de Salto (SP), a 104 km da capital. O fenômeno é a consequência da poluição vinda da Grande São Paulo, alinhada a resíduos químicos. Apesar de atrair curiosos, especialistas alertam para os riscos que a espuma contaminada oferece à saúde.

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O episódio inusitado colocou em alerta a prefeitura do município e profissionais de órgãos ambientais. Segundo a prefeitura, a falta de chuva é outro fator agravante para a espuma, porque reduz a vazão do rio e impede a correta diluição dos poluentes.

Entrar em contato com esta água e espuma contaminadas é perigoso e pode causar irritação aos olhos e à pele.

O que exatamente causou a espuma no rio Tietê, na cidade de Salto (SP)?

espuma poluente no rio tietê
Vista aérea – (Reprodução: D-Vision)

A espuma que cobre o rio Tietê na região da cidade de Salto (SP) é o resultado do descarte inadequado de agentes químicos na água. Especificamente, o acúmulo de substâncias como resíduos de detergente, cujos resquícios foram despejados sem tratamento no rio.

Nisso, conforme estes produtos são agitados pelo rio durante as quedas d’água, uma espuma branca e espessa se forma. Consoante informações da Fundação SOS Mata Atlântica, o rio Tietê é alvo de descarga de 600 toneladas diárias de lixo e poluentes.

A prefeitura da cidade emitiu uma nota informativa à imprensa, a fim de elucidar que o problema da espuma é um episódio recorrente cuja solução depende do tratamento dos resíduos antes de seu descarte no rio. “Todo ano, esse fenômeno acontece aqui em Salto e só acabaria se as cidades da Grande São Paulo cessassem o lançamento da poluição.”

Rio Tietê contaminado por espuma de poluentes tóxicos
Rio Tietê contaminado por espuma de poluentes tóxicos – (Reprodução: Walmir Gerena/Droneterapia)

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A Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), dentre noutros, no entanto, acredita que a chuva seja a maior responsável pelo problema, a qual teria “lavado” os contaminantes presentes nas margens e rios pequenos, desaguando-os no Tietê.

O órgão já informou anteriormente que mantém um trabalho periódico de fiscalização na área e que, desde março do ano passado, tem sido responsável por realizar cerca de 419 inspeções no local.


Do Complexo Turístico da Cachoeira, os visitantes têm uma visão privilegiada do Tietê e da espuma tóxica que agora o recobre. Autoridades da Defesa Civil, no entanto, reforçam que se aproximar da espuma é perigoso: os resíduos podem causar irritação nas regiões do corpo, como pele e olhos.

Wagner Edwards

Wagner Edwards

Wagner Edwards é Bacharel em Jornalismo e atua como Analista de SEO e de Conteúdo no Olhar Digital. Possui experiência, também, na redação, edição e produção de textos para notícias e reportagens.






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