Lote de azeite é retirado de circulação após o Ministério da Agricultura identificar irregularidades; veja marca e lote

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O Ministério da Agricultura informou, nesta terça-feira (26), sobre a retirada de circulação do lote 260289 do azeite extravirgem da marca San Paolo. A medida ocorreu após a identificação de irregularidades que indicam a presença de outros óleos vegetais na composição do produto, o que o descaracteriza como azeite de oliva extra virgem.

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As análises foram conduzidas em amostras encaminhadas ao Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA) em Goiás. O processo envolveu etapas técnicas de verificação que avaliaram tanto a composição química quanto a classificação de qualidade do item comercializado.

De acordo com a fiscalização, o produto foi considerado impróprio para consumo humano e desclassificado como azeite extravirgem. Além disso, foram apontadas falhas documentais na atuação da empresa responsável pela importação e venda, que não apresentou manifestação dentro do prazo estabelecido pela Secretaria de Defesa Agropecuária.

Para quem tem pressa:

  • O lote 260289 de azeite de oliva da marca San Paolo foi retirado do mercado após ser identificado como adulterado com outros óleos vegetais, segundo a fiscalização federal;
  • O produto passou por testes laboratoriais que verificam composição química e qualidade antes da classificação final;
  • A empresa responsável não apresentou defesa dentro do prazo estabelecido pela Secretaria de Defesa Agropecuária e o lote foi considerado impróprio para consumo humano.

Recolhimento e investigação sobre o azeite San Paolo

garrafa de azeite de oliva extravirgem da marca san paolo em um brackround branco
Azeite de Olive Extra Virgem da marca San Paolo – (Divulgação: San Paolo)

A decisão de retirar o produto do mercado ocorreu após a identificação de fraude em um lote específico do azeite extravirgem San Paolo. O lote 260289 foi apontado como irregular por conter mistura de outros óleos vegetais, o que contraria a composição esperada para o produto.

Segundo as informações da fiscalização, o material coletado no comércio foi enviado ao Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA) em Goiás, onde passou por diferentes etapas de análise para verificar sua autenticidade e classificação.

O procedimento técnico incluiu testes que primeiro avaliam se o conteúdo corresponde de fato a azeite de oliva. Em seguida, quando necessário, são aplicadas análises mais detalhadas para identificar o perfil químico do produto com maior precisão.


Irregularidades e medidas adotadas

A fiscalização também identificou problemas relacionados à empresa responsável pelo produto, incluindo ausência de documentação fiscal adequada e falta de identificação completa no rótulo. A empresa foi notificada, mas não apresentou resposta dentro do prazo estabelecido pela Secretaria de Defesa Agropecuária.

Diante das irregularidades, o Ministério da Agricultura determinou o recolhimento imediato do lote e classificou o produto como impróprio para consumo humano. A orientação é para que consumidores interrompam o uso e solicitem substituição, conforme prevê a legislação de defesa do consumidor.

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Métodos de análise e classificação do produto

Perito técnico analisando uma amostra de azeite em laboratório
Perito técnico analisando uma amostra de azeite em laboratório – (Divulgação: Ministério da Agricultura)

Conforme a estrutura de fiscalização (veja aqui e aqui), as amostras passam inicialmente por um exame de infravermelho conhecido como NIR, capaz de indicar se há compatibilidade do perfil de ácidos graxos com o azeite de oliva. Quando há suspeita de adulteração, o material segue para cromatografia, que permite uma leitura mais detalhada da composição.

Após essa etapa, caso o produto seja validado como azeite, ele ainda passa por avaliação de qualidade. Esse processo define a categoria do item, como extravirgem, virgem ou outros tipos, com base em parâmetros técnicos.

As análises incluem medições físico-químicas, como níveis de acidez e oxidação, além de avaliação sensorial realizada por especialistas que analisam aroma e sabor para identificar possíveis defeitos.




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