Surto de Ebola ameaça participação do Congo na Copa do Mundo

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EUA exigem isolamento da seleção da República Democrática do Congo antes da Copa do Mundo

Seleção da República Democrática do Congo terá que fazer quarentena (Crédito: Vincent Kamto/Shengolpixs/Alamy Live News)

A participação da seleção da República Democrática do Congo na Copa do Mundo de 2026 ganhou um novo capítulo de tensão fora dos gramados. Portanto, os Estados Unidos exigiram que a delegação congolesa cumpra um período de isolamento de 21 dias antes de entrar no país para a disputa do Mundial por causa do surto de Ebola registrado na África Central.

A informação foi confirmada por Andrew Giuliani, diretor executivo da Força-Tarefa da Casa Branca, em entrevista à ESPN. Segundo ele, a medida foi comunicada oficialmente à FIFA, à seleção e também ao governo do país africano.

De acordo com Giuliani, a equipe precisa manter uma espécie de “bolha sanitária” na Bélgica, onde atualmente realiza preparação para a competição e disputará amistosos antes do início da Copa.

— Deixamos bem claro que eles devem manter a integridade da sua ‘bolha’ por 21 dias antes de poderem vir para Houston em 11 de junho — afirmou.

— Também deixamos bem claro para o governo que eles precisam manter essa ‘bolha’ ou correm o risco de não poderem viajar para os Estados Unidos. Não podemos ser mais claros – disparou.

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Surto de Ebola preocupa autoridades americanas

Aliás, a preocupação aumentou após o governo congolês confirmar um surto de uma variante rara da doença, conhecida como Bundibugyo. Segundo informações oficiais, o vírus já teria causado cerca de 130 mortes e quase 600 casos suspeitos.

Diante do avanço da doença, a Organização Mundial da Saúde classificou o cenário como emergência de saúde pública de interesse internacional.

Além disso, o CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos) anunciou restrições temporárias para viajantes que estiveram recentemente na República Democrática do Congo, Uganda e Sudão do Sul.

A determinação prevê proibição de entrada no território estadunidense para estrangeiros que tenham passado por esses países nas últimas três semanas. A medida tem validade inicial de 30 dias.

Segundo Giuliani, o governo americano trata o tema com máxima prioridade.

— Queremos garantir que nada entre ou se aproxime de nossas fronteiras por causa disso — declarou.

Delegação terá monitoramento especial

Outro ponto que aumenta a preocupação envolve integrantes da comissão técnica que estavam recentemente no Congo. Segundo as autoridades dos Estados Unidos, qualquer novo integrante que se junte à delegação deverá permanecer separado do restante do grupo.

— Se outras pessoas forem entrar, elas precisam ficar em uma bolha separada da equipe. Se elas vierem e alguma delas apresentar sintomas, estarão colocando em risco a participação de toda a equipe nesta Copa do Mundo — explicou Giuliani.

Ainda segundo ele, funcionários do CDC estão acompanhando de perto a situação sanitária na Europa e avaliam até enviar representantes à Bélgica para monitorar diretamente a preparação da seleção africana.

Vale destacar que praticamente todos os jogadores do Congo atuam fora do país africano, principalmente na França. O técnico Sébastien Desabre também reside fora do território congolês.

Congo altera preparação para evitar risco de exclusão

Por causa da crise sanitária, o Congo cancelou um período de treinamentos e uma despedida oficial dos torcedores em Kinshasa, capital do país.

A seleção africana seguirá preparação na Europa antes do embarque para a Copa do Mundo. Os amistosos programados são contra a Dinamarca, em Liége, na Bélgica, no dia 3 de junho, e diante do Chile, no sul da Espanha, em 9 de junho.

Os Leopardos estão no Grupo K da competição e estreiam diante de Portugal, em Houston, no dia 17 de junho. Depois, enfrentam a Colômbia, em Guadalajara, no México, no dia 23, antes do duelo contra o Uzbequistão, em Atlanta, no dia 27.

A possibilidade de restrições mais severas, porém, mantém a situação da seleção africana cercada de incertezas às vésperas do Mundial.



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