Segundo a acusação, esquerdista teria recebido mais de 57 mil dólares em contribuições de membros do seu partido, Juntos pelo Peru, para atividades partidárias sem declaração

O Ministério Público do Peru pediu cinco anos e quatro meses de prisão para o candidato presidencial Roberto Sánchez pelo suposto crime de declaração de informações falsas ao órgão eleitoral sobre contribuições para sua campanha entre 2018 e 2020, informou nesta quarta-feira (13) o órgão. Sánchez acaba de garantir, nesta quarta-feira, sua passagem ao segundo turno presidencial contra a direitista Keiko Fujimori.
A acusação contra Sánchez encontrou inconsistências nos relatórios financeiros do partido do líder esquerdista, Juntos pelo Peru, em campanhas para eleições regionais e municipais das quais participaram, segundo um documento divulgado na imprensa local e cujas descobertas foram divulgadas nesta quarta-feira à AFP pela promotoria.
“A Roberto Sánchez é atribuída a autoria dos crimes de falsa declaração em procedimento administrativo e falsificação de informações sobre contribuições e receitas de organizações políticas”, afirma a acusação.
O caso havia sido apresentado pela primeira vez aos tribunais em janeiro de 2026, mas a Justiça o rejeitou parcialmente e pediu aos promotores que o reformulassem.
O Poder Judiciário marcou para 27 de maio uma audiência para determinar se o caso seguirá para julgamento oral ou será arquivado.
Segundo a acusação, Sánchez teria recebido mais de 57 mil dólares em contribuições de membros do Juntos pelo Peru para atividades partidárias, que não foram declaradas ao Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE).
“Durante anos apoiei uma mentira para me desacreditar politicamente. A Justiça já arquivou as acusações sobre um suposto uso pessoal de recursos econômicos do partido, porque jamais existiu fraude nem apropriação indevida”, afirmou Sánchez em suas redes sociais.
Sánchez, com 12%, e López Aliaga, com 11,9%, disputaram voto a voto a passagem para o segundo turno em uma apuração que avançou com atraso devido a denúncias de irregularidades na votação de 12 de abril. Keiko Fujimori, porém, liderou os resultados do primeiro turno com 17,1% dos votos.
