A Rússia testou, nesta terça-feira (12), um novo míssil de longo alcance capaz de transportar ogivas nucleares, meses depois do fim do último tratado com os Estados Unidos que limitava seus arsenais atômicos.
O fim do acordo New START, em fevereiro, liberou formalmente as duas maiores potências nucleares do mundo de uma série de restrições.
“Este é o sistema de mísseis mais poderoso do mundo”, afirmou o presidente russo, Vladimir Putin, após receber um relatório sobre o lançamento bem-sucedido do Sarmat, um míssil balístico intercontinental (ICBM).
Putin assegurou que o míssil pode transportar uma ogiva mais de quatro vezes mais potente que qualquer arma comparável dos Exércitos ocidentais e acrescentou que o Sarmat entrará em “serviço de combate” antes do fim deste ano.
O presidente russo já havia afirmado repetidamente desde o primeiro teste do míssil, em 2022, que ele seria implantado antes do fim do ano, embora esses planos ainda não tivessem se concretizado.
Pavel Podvig, pesquisador principal do Instituto das Nações Unidas para Pesquisa sobre Desarmamento, considerou realista a implantação do “maior míssil” da Rússia em 2025, embora tenha apontado que isso não provocará “uma mudança significativa no potencial dissuasório das forças estratégicas russas”.
O Kremlin informou ter notificado os Estados Unidos sobre o lançamento, reportou a agência estatal TASS.
Embora Moscou e Washington tenham concordado em restabelecer um diálogo militar de alto nível pouco depois do fim do New START, não há sinais imediatos de que o tratado será renovado ou prorrogado.
O Sarmat, conhecido na classificação da Otan como “Satan II”, é o primeiro míssil balístico intercontinental produzido na Rússia pós-soviética classificado como “superpesado”.
Putin afirmou que ele é capaz de percorrer 35 mil quilômetros.
AFP
