Botafogo sofre novo transfer ban da Fifa e fica impedido de registrar jogadores por prazo indeterminado | Torcedores

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Botafogo sofre novo transfer ban da Fifa e fica impedido de registrar jogadores por prazo indeterminado

Thiago Almada é elogiado por Diego Simeone (Photo by Sergio Ruiz/PRESSIN)

O Botafogo recebeu mais um transfer ban da Fifa e voltou a agravar sua situação nos bastidores. Nesta segunda-feira (11), a entidade aplicou uma nova punição ao clube carioca por causa da dívida envolvendo a contratação de Thiago Almada junto ao Atlanta United, dos Estados Unidos. Com isso, o Alvinegro ficou proibido de registrar novos atletas por tempo indeterminado.

A sanção se soma a outras duas punições já existentes. Antes, o Botafogo havia sido impedido de contratar jogadores por três janelas de transferências. Agora, porém, a restrição ganhou prazo indefinido, o que aumenta a pressão sobre a diretoria e sobre John Textor, dono da SAF alvinegra.

Veja também: Textor propõe “SAF/Social 2.0” ao Botafogo e quer presença permanente no clube

Dívida por Thiago Almada motivou nova punição

O débito com o Atlanta United surgiu após o Botafogo atrasar parcelas do acordo firmado pela contratação de Thiago Almada. Em fevereiro, o clube chegou a pagar US$ 10 milhões à vista para retirar uma punição anterior. No entanto, não conseguiu manter o cronograma combinado posteriormente.

Segundo informações divulgadas pela imprensa, o clube atrasou o pagamento da segunda parcela do acordo. Além disso, o contrato prevê multa em caso de descumprimento dos prazos estabelecidos. John Textor ainda tentou renegociar a situação diretamente com os dirigentes do clube norte-americano para evitar uma nova ação imediata na Fifa, mas as conversas não impediram a punição.

O Botafogo também aguarda que a Fifa reconheça os efeitos da recuperação judicial e suspenda momentaneamente as sanções aplicadas ao clube. Até agora, porém, a entidade máxima do futebol não tomou nenhuma decisão favorável ao pedido alvinegro.

Botafogo já acumula três transfer bans

A situação financeira do Botafogo preocupa porque essa não foi uma punição isolada. O clube já havia sofrido outras duas restrições recentemente por dívidas relacionadas a transferências internacionais.

No dia 20 de abril, a Fifa puniu o Botafogo pela dívida com o Ludogorets, da Bulgária, envolvendo a contratação do atacante Rwan Cruz. O jogador chegou ao clube em negociação avaliada em 8 milhões de euros.

Depois, em 7 de maio, a entidade aplicou outra sanção pela pendência financeira com o New York City FC, referente à contratação do uruguaio Santi Rodríguez. Nesse caso, o clube carioca não quitou parcelas de um acordo de US$ 5 milhões.

Agora, com o novo caso envolvendo Thiago Almada, o Botafogo chega ao terceiro transfer ban ativo simultaneamente.

Dívida bilionária aumenta pressão nos bastidores

O cenário financeiro do Botafogo ganhou ainda mais atenção após a divulgação do balanço de 2025. Segundo os números apresentados pelo clube, a SAF possui cerca de R$ 1,1 bilhão em valores a pagar ligados apenas à contratação de jogadores.

Apesar disso, o Botafogo registrou faturamento bruto recorde de R$ 1,44 bilhão. Grande parte dessa receita veio justamente da venda de atletas, setor que arrecadou aproximadamente R$ 733 milhões no período.

Mesmo com a alta arrecadação, o clube enfrenta dificuldades para equilibrar o fluxo de caixa e manter os compromissos financeiros em dia. A sequência de punições da Fifa evidencia justamente esse problema estrutural.

John Textor tenta reorganizar cenário do clube

Nos bastidores, John Textor trabalha para reorganizar as contas e diminuir os impactos esportivos das punições. O empresário americano entende que a recuperação judicial pode servir como mecanismo de proteção temporária diante das cobranças internacionais.

Ainda assim, o Botafogo vive um momento delicado porque o transfer ban impede a inscrição de reforços enquanto as pendências não forem resolvidas. Isso pode afetar diretamente o planejamento do elenco para a sequência da temporada.

Ao mesmo tempo, cresce a cobrança interna por maior controle financeiro. Afinal, mesmo com investimentos altos nos últimos anos e vendas expressivas de jogadores, o clube continua acumulando dívidas relevantes no mercado internacional.



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