preços elevados de energia e disciplina de gastos sustentam crescimento no 1T26, mas números vêm abaixo da expectativa

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A Axia Energia (AXIA6) apresentou um forte crescimento de resultados no primeiro trimestre de 2026 (1T26), ajudados principalmente pelos preços elevados de energia e disciplina de gastos, no entanto os números vieram abaixo das expectativas do mercado.

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A receita de geração cresceu 34% no período, para R$ 7,0 bilhões, com ajuda da alta nos preços de energia, que a companhia pôde capturar por ter parte relevante de seu portfólio descontratado (livre para vender aos preços de mercado).

Por outro lado, a receita de transmissão caiu 11,3%, para R$ 4,4 bilhões, afetada por uma mudança de prática contábil, já que a partir do 1T26, a companhia passou a reconhecer provisões para restituições, que são recolhidos na receita, mas não pertencem à companhia.

No primeiro trimestre esse efeito foi relativamente relevante, de R$ 725 milhões, devido ao reconhecimento atrasado de repasses referentes aos últimos nove meses. A partir do próximo trimestre, esse valor será bem menor pois refletirá apenas os repasses referentes ao próprio trimestre (o valor referente ao 1T26 foi de R$ 296 milhões).

Receita líquida e ebitda consolidados sobem 19,7% e 60%, respectivamente

Ainda assim, a receita líquida consolidada subiu 19,7%, para R$ 11,6 bilhões, reflexo da contribuição positiva do segmento de geração.

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Na comparação com o 1T25 a companhia gastou menos com compra de energia para revenda (-36,1%) e seguiu mostrando ótima eficiência na linha de gastos gerenciáveis, que recuou 3,1%.

Com isso, o ebitda consolidado atingiu R$ 8,6 bilhões, forte alta de 60% frente ao 1T25, mas abaixo das expectativas do mercado, por conta de preços de energia vendida um pouco abaixo do esperado no segmento de geração e dos impactos contábeis mencionados transmissão.

Por fim, ajudado principalmente pela melhora do resultado operacional, o lucro líquido ajustado saltou de R$ 409 milhões no 1T25 para R$ 3,2 bilhões no 1T26.

Com relação aos empréstimos compulsórios, a companhia mostrou avanço tímido de R$ 19 milhões frente ao 4T25 – em 12 meses, a redução foi de R$ 2,2 bilhões. Ajudada pelo forte avanço do resultado operacional, a relação dívida líquida/ebitda recuou de 2x no 4T25 para 1,8x no 1T26.

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Sucessão no comando e recomendação para as ações da Axia

A companhia também aproveitou para anunciar o início do processo de sucessão no comando: o atual CEO, Ivan Monteiro, ficará no cargo até abril de 2027, e será substituído por Élio Wolff, atual Vice-presidente de Estratégia e de Desenvolvimento de Negócios, e que possui longa carreira no setor.

Em linhas gerais, mesmo com números abaixo das expectativas, a Axia mostrou ótimo crescimento, evidenciando a melhora de eficiência e o ambiente positivo para preços de energia. Axia segue com recomendação de compra pela Empiricus Research.



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