Nome do secretário de Projetos Estratégicos e um dos fundadores do PSD, Guilherme Afif Domingos, foi ventilado antes de manutenção de Ramuth ser definida

Antes da definição sobre a saída do PSD da chapa principal do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o nome do secretário de Projetos Estratégicos, Guilherme Afif Domingos (PSD), chegou a ser ventilado como possibilidade para a vaga de vice.
A avaliação interna, naquele momento, era de que Guilherme Afif Domingos poderia ser uma alternativa para acomodar o partido. Interlocutores apontavam que, pela trajetória e pela relação com diferentes grupos, ele era visto como um nome que poderia reduzir resistências.
A coluna apurou, no entanto, que Afif não foi convidado diretamente. A possibilidade ficou no campo das conversas e não avançou. Desde o início, Tarcísio de Freitas indicava que pretendia manter o atual vice, Felício Ramuth, na chapa.
O desfecho ocorreu com a saída de Felício Ramuth do PSD e a filiação ao MDB, em movimento articulado pelo próprio governador. Nos bastidores, a leitura é que a mudança se conecta com a relação de Tarcísio de Freitas com o prefeito da capital, Ricardo Nunes, e pode ter reflexos no cenário de 2030.
Em entrevista, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que convidou Felício Ramuth a deixar o partido após avaliar que o vice estava construindo um caminho ao lado de Tarcísio sem alinhamento com a legenda. Segundo interlocutores, durante a campanha de 2022, havia o entendimento de que a vaga de vice, em uma eventual reeleição, ficaria com o PSD.
A saída de Felício Ramuth gerou desconforto interno e ocorreu em meio a uma relação já tensionada entre Tarcísio de Freitas e Gilberto Kassab. Apesar disso, ambos seguem afirmando alinhamento no projeto de reeleição em 2026, mesmo com o PSD fora da chapa principal.
*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.
