Sem candidatos definidos, Peru rejeita eleições complementares e ratifica data do 2º turno

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Com 95% dos votos já apurados, Sánchez e López Aliaga disputam voto a voto o segundo lugar; Keiko Fujimori é a única candidata com vaga garantida

LUIS ROBAYO / AFPPessoas aguardam em fila do lado de fora de uma seção eleitoral em Lima, em 12 de abril de 2026, durante as eleições gerais. Os peruanos elegerão um novo presidente entre um número recorde de 35 candidatos para liderar um país assolado pelo crime organizado e pela instabilidade política crônica.
Pessoas aguardam em fila do lado de fora de uma seção eleitoral em Lima, em 12 de abril de 2026, durante as eleições gerais.
Os peruanos elegerão um novo presidente entre um número recorde de 35 candidatos para liderar um país assolado pelo crime organizado e pela instabilidade política crônica.

O Júri Nacional de Eleições (JNE) do Peru rejeitou nesta sexta-feira (24) a possibilidade de realizar eleições complementares em Lima diante das irregularidades registradas no processo eleitoral de 12 de abril, e ratificou que o segundo turno presidencial será em 7 de junho.

“O Pleno do JNE, após a análise técnico-jurídica e em atenção aos relatórios emitidos pelas instâncias competentes, decidiu por unanimidade declarar inviável a realização de eleições complementares”, afirmou o organismo eleitoral em um comunicado divulgado nas redes sociais.

O candidato ultraconservador e ex-prefeito de Lima Rafael López Aliaga, que ainda disputa a vaga para o segundo turno com o esquerdista Roberto Sánchez, havia solicitado uma nova eleição na capital alegando que problemas nas seções de votação impediram que milhares de seus apoiadores votassem. Com 95% dos votos já apurados, Sánchez e López Aliaga disputam voto a voto o segundo lugar, com uma leve vantagem de 20 mil votos para o esquerdista radical. Keiko Fujimori é a única candidata com vaga garantida.

No pedido, foi indicado que os atrasos na distribuição do material eleitoral impediram que mais de 50 mil pessoas votassem. Isso obrigou as autoridades a estenderem a votação por um dia.

Mais cedo, a polícia realizou uma operação de busca na casa do ex-chefe do órgão eleitoral que organizou o pleito, Piero Corvetto, no âmbito de uma investigação por suposta conluio relacionada à votação. Corvetto renunciou na terça-feira, pouco antes de ser interrogado pelo Ministério Público, em meio às múltiplas falhas na jornada eleitoral de 12 de abril que atrasaram a apuração dos votos.





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