CEO da AtlasIntel diz que ‘não tem nada a temer’ após PL acionar TSE contra pesquisa da empresa

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O pedido de impugnação foi feito em razão da divulgação da pesquisa que mostra o senador Flávio Bolsonaro atrás do presidente Lula na disputa eleitoral

Foto: obtido pela Jovem PanCEO da AtlasIntel, Andrei Roman
CEO da AtlasIntel, Andrei Roman

O CEO da AtlasIntel, Andrei Roman, disse em coletiva que nesta sexta-feira (22) que a empresa “não tem nada a temer” em relação ao pedido de impugnação do Partido Liberal (PL) contra a empresa na segunda-feira (18). “Sinceramente não temos nada a temer, a solidez e a robustez da metodologia da Atlas é afirmada pela nossa trajetória no Brasil em ciclos eleitorais consecutivos”, afirmou Roman.

O pedido de impugnação foi feito ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em razão da divulgação da pesquisa realizada pela AtlasIntel que mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) atrás do presidente Lula (PT) na disputa eleitoral. 

Andrei Roman afirmou que a empresa já passou por outros processos eleitorais e saiu vencedor em todos. “Não é a primeira vez que uma pesquisa Atlas está contestada na justiça eleitoral. Em diversos ciclos eleitorais a gente responde a essas ações e até hoje não lembro de uma ação que a gente não tenha conseguido ganhar no final”, disse.

Quando questionado sobre o futuro das eleições, Roman falou sobre a queda de Flávio nas pesquisas ser “nítida”. É nítido que não há um colapso imediato do Flávio Bolsonaro mas, ao mesmo tempo, me parece bastante nítido também que será difícil que ele possa recuperar sua imagem e viabilidade eleitoral pela frente”.

O CEO comentou ainda sobre a dificuldade do eleitorado de direita em encontrar alguém que ocupe o lugar de Flávio Bolsonaro nas pesquisas e escalada até à presidência.

“Todo dia estamos observando novos elementos de desgaste em relação ao que aconteceu. Me parece que existe uma dificuldade dentro do eleitorado bolsonarista hoje de enxergar uma alternativa ao Flávio Bolsonaro porque todos os outros candidatos pontuam num nível muito inferior e não existe uma alternativa óbvia para onde esse eleitorado poderia migrar”, declarou.

Pedido de impugnação

O documento sustenta que, das 48 perguntas do questionário, pelo menos oito induzem o entrevistado sobre o envolvimento de Flávio com Daniel Vorcaro e o Banco Master. O texto afirma que essa estrutura “não mede opinião, produz contexto” e transforma a pesquisa em “meio indireto de propaganda negativa”.

O PL cita literatura científica e jurisprudência do TSE e TREs para argumentar que a ordem das perguntas altera resultados em até 20 pontos percentuais.

Além da suspensão imediata da divulgação (com multa diária em caso de descumprimento), o partido requer:

  • Acesso ao controle da AtlasIntel (microdados anonimizados, logs de aplicação, arquivo de áudio completo, plano amostral etc.) em 24 horas;
  • Multa por pesquisa irregular e, subsidiariamente, por divulgação de pesquisa fraudulenta, no patamar máximo de R$ 106.410,00;
  • Proibição definitiva da divulgação dos resultados das perguntas 9, 10, 11, 12 a 19, 22, 25 e 48, ou, alternativamente, obrigatoriedade de ressalva clara sobre a contaminação metodológica;
  • O PL argumenta que a pesquisa “não se limitou a medir a opinião pública espontânea, mas atuou diretamente para induzi-la artificialmente”, configurando risco de “indução do eleitorado em duas camadas”: dentro da entrevista e perante o público que receberá os resultados como neutros.





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