Cinco pessoas são condenadas por rede de hotéis do PCC na Cracolândia

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Estabelecimentos serviam para tráfico de drogas, exploração de prostituição e abrigo a criminosos

WERTHER SANTANA/ESTADÃO CONTEÚDOPoliciais da Guarda Civil Metropolitana (GCM) reforçam a segurança enquanto funcionários da Prefeitura realizam trabalhos de limpeza na Rua dos Protestantes, na região da Cracolândia, no centro da cidade de São Paulo
hotéis eram usados como pontos de apoio para atividades ilícitas na região da cracolândia

Cinco pessoas ligadas ao PCC foram condenadas na quarta-feira (6) por utilizarem uma rede de hotéis no centro de São Paulo para a prática de uma série de crimes, como tráfico de drogas e exploração da prostituição. A denúncia oferecida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) resultou em penas de 9 anos de prisão para três dos réus, de 12 anos para outro e de 13 anos para um acusado.

A Justiça enquadrou os homens segundo a lei das organizações criminosas e a lei antidrogas. Um deles respondeu ainda por lavagem de dinheiro e outro por manutenção de casa de prostituição.

De acordo com a sentença, os condenados integravam o chamado núcleo dos hotéis do PCC, responsável pela exploração de estabelecimentos usados como pontos de apoio para atividades ilícitas na região da Cracolândia. As investigações apontaram que os imóveis serviam inclusive para armazenamento e comercialização de entorpecentes, assim como para ocultar recursos obtidos com delitos praticados pela facção criminosa.

As apurações do GAECO indicaram que parte dos hotéis funcionava como fachada para lavagem de dinheiro oriundo do tráfico de drogas, além de oferecer abrigo a integrantes da organização e a pessoas ligadas à prática de furtos, roubos e receptação. Relatórios produzidos ao longo da investigação descreveram a existência de um ecossistema criminoso estruturado na região central da capital, marcado pela atuação coordenada de traficantes, receptadores e exploradores de atividades ilegais.

A estrutura criminosa foi revelada pela Operação Salus et Dignitas, deflagrada em agosto de 2024 pelo MPSP, governo do Estado, Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Federal, Receita Federal e pelo Ministério Público do Trabalho.





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