
Após derrota, direção do Grêmio descarta mudança no comando técnico
A pressão externa não abalou a posição da direção do Grêmio. Mesmo após a derrota por 3 a 1 para o Corinthians neste sábado (30), pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro Série A, e em meio ao clima de insatisfação que tomou conta da Arena do Grêmio, o clube descartou qualquer mudança no comando técnico. A garantia veio do vice de futebol, Antônio Dutra Jr., logo após a coletiva de Luís Castro.
— Não há perspectiva de mudança no trabalho. Sabemos das dificuldades, mas acreditamos no poder de recuperação. Vamos apostar no trabalho para enfrentar esse momento.
A declaração encerra, ao menos por ora, a especulação sobre o futuro do treinador português no clube. A avaliação interna é de que o período de parada para a Copa do Mundo representa uma oportunidade de reorganização, e não um momento propício para ruptura.
Castro reconhece necessidade de melhora
O próprio treinador reforçou a consciência sobre o momento delicado. Em coletiva realizada na Arena do Grêmio após a partida, Luís Castro admitiu que sua permanência está atrelada à evolução dos resultados:
— Acredito que compro meu tempo com resultados e com meu trabalho. Precisamos melhorar os resultados para seguir.
Parada como janela de trabalho
Com a reapresentação do elenco marcada para 17 de junho, Castro terá mais de 45 dias sem jogos oficiais para realizar os ajustes que considera necessários. O período será decisivo para que o técnico consiga transformar a confiança da diretoria em desempenho dentro de campo. A turbulência com a torcida é tratada pela direção como um fenômeno externo, dissociado da avaliação técnica do trabalho.
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Contexto que exige resposta rápida na volta
O Grêmio retorna à competição em julho com uma agenda exigente. O Tricolor enfrenta o Bolívar-BOL pelos playoffs da Sul-Americana nas datas-base de 22 e 29 de julho, antes de voltar ao Campeonato Brasileiro Série A no dia 26 do mesmo mês, contra o Fluminense. A combinação de compromissos continentais e a pressão do Z-4 no Brasileirão deixa pouca margem para erros na retomada.
Confiança interna em contraste com a torcida
O cenário expõe uma divisão clara: enquanto a diretoria mantém a aposta no trabalho de Castro, parte significativa da torcida já demonstrou publicamente o esgotamento da paciência. As vaias que acompanharam o anúncio da escalação e a saída dos titulares ao fim do jogo são o retrato mais fiel desse distanciamento. Caberá ao técnico, nas próximas semanas, encontrar caminhos para aproximar esses dois lados.
