
Cinco anos, nove técnicos, nenhuma estabilidade
O Grêmio vive desde 2021 um ciclo marcado pela rotatividade no comando técnico. Em menos de cinco anos, o Tricolor Gaúcho passou por nove treinadores, com aproveitamentos que oscilaram entre 47% e 64% números que traduzem, em estatística, a dificuldade do clube em construir um projeto consistente. A derrota por 3 a 1 para o Corinthians neste sábado (30) acendeu novamente o debate sobre o futuro de Luís Castro e reabriu a comparação com os ciclos anteriores.
Tiago Nunes e Felipão abrem a série em 2021
O ponto de partida dessa sequência é Tiago Nunes, que comandou o Grêmio em 20 jogos em 2021, com dez vitórias, cinco empates e cinco derrotas. O aproveitamento de 58,3% rendeu o título do Campeonato Gaúcho, mas o desempenho irregular no Campeonato Brasileiro Série A foi suficiente para encerrar o trabalho antes do previsto.
Na sequência, Felipão assumiu o comando. Felipão dirigiu o time em 21 jogos, com nove vitórias, três empates e nove derrotas aproveitamento de 47,6%, um dos mais baixos do período analisado. A passagem do multicampeão não correspondeu às expectativas e teve encerramento precoce ainda naquele ano.
Leia mais
Arthur reconhece mau momento do Grêmio e lamenta: “temos que ter humildade”
Vagner Mancini e a missão impossível
Vagner Mancini chegou na reta final do Brasileirão de 2021 com uma missão clara: evitar o rebaixamento. Não conseguiu. Em 18 jogos, registrou nove vitórias, três empates e seis derrotas, com aproveitamento de 55,5%. O trabalho teve continuidade no Gaúcho de 2022, mas foi interrompido em fevereiro, mesmo com o time invicto no início daquela temporada.
Roger Machado e o retorno de Renato
Roger Machado assumiu o desafio da Série B em 2022 e conduziu o clube durante 37 partidas, com 17 vitórias, 12 empates e oito derrotas. O aproveitamento de 56,7% não foi suficiente para garantir sua permanência até o fim. Renato Portaluppi voltou para concluir o trabalho na segunda divisão, comandando dez jogos com 60% de aproveitamento cinco vitórias, três empates e duas derrotas e garantindo o acesso à Série A.
O melhor e o pior de Renato
De volta à elite, Renato viveu em 2023 sua melhor temporada recente à frente do Grêmio. Em 64 partidas, somou 37 vitórias, 12 empates e 15 derrotas, com aproveitamento de 64%. O time marcou 106 gols, sofreu 67, conquistou o Campeonato Gaúcho e a Recopa Gaúcha, e terminou vice-campeão do Brasileirão. Foi o ciclo mais consistente do período analisado. Em 2024, porém, o mesmo treinador apresentou números bem diferentes: também em 64 jogos, o aproveitamento caiu para 51%, com 28 vitórias, 13 empates e 23 derrotas.
Quinteros, Mano Menezes e a sequência de decepções
Gustavo Quinteros assumiu em 2025 e teve uma passagem breve: 18 jogos, oito vitórias, cinco empates e cinco derrotas, com 53,7% de aproveitamento. Mano Menezes veio na sequência e registrou um dos piores índices da série. Em 37 partidas, somou 12 vitórias, 13 empates e 12 derrotas aproveitamento de 47,6% — com saldo de gols zerado: 42 marcados e 42 sofridos.
Luís Castro tenta superar a média, mas oscila
Luís Castro chega a 2026 com o Campeonato Gaúcho no currículo e aproveitamento estimado entre 50% e 54,6%. Os números o colocam na média do período, sem destaque positivo. Com a parada da Copa do Mundo pela frente, o clube terá mais de 45 dias para decidir se Castro será o treinador a quebrar esse ciclo — ou mais um nome nessa lista.
