O capitão do penta acredita que Ancelotti vai fazer a diferença no comando da seleção

Na última segunda-feira (25), tive a honra de representar a Jovem Pan na bancada do Roda Viva (TV Cultura). No centro das atenções, o último capitão da seleção brasileira a erguer a taça de campeão, há 24 anos, em 2002. Marcos Evangelista de Morais, o Cafu, estará na Copa como representante da FIFA.
Durante a entrevista, o questionei sobre a relação do torcedor com a seleção e ele concordou que só as boas atuações dentro de campo podem trazer de volta a identificação dos brasileiros com a equipe nacional. Ele também foi perguntado sobre as causas desse cenário: falta de resultados ou a crise política e administrativa da CBF: “(…) Acho que os dois fatores foram fundamentais para contribuir com isso. Mas o que mais pesou foram os resultados negativos. Quando os resultados ruins acontecem dentro de campo, isso realmente acaba afastando um pouco o torcedor da seleção brasileira. (…).”
Apesar dos 24 anos sem ganhar uma Copa, Cafu ressalta que a torcida sempre fica na expectativa pelo desempenho da seleção: “(…) A convocação da seleção brasileira fez com que o povo e o torcedor brasileiro voltassem a ter esperança e alegria para torcer pela seleção, independentemente dos problemas que a CBF enfrentava. (…).”
A entrevista no Roda Viva foi marcada, claro, por inúmeros questionamentos sobre a convocação de Neymar. “(…) O Ancelotti é um treinador muito estrategista e muito inteligente. Trabalhei com ele durante cinco anos no Milan. Ele vem estudando todos os atletas que tem convocado, inclusive os que ainda não convocou, como é o caso do Neymar. Mas o Neymar, bem física e tecnicamente, é uma peça fundamental para a seleção brasileira”, destacou Cafu.
O ex-lateral da seleção brasileira aposta todas as fichas no período de preparação até a estreia contra o Marrocos, em 13 de junho. Apesar do tempo curto, Cafu ressalta que Neymar será realmente testado. Ele acrescenta que o camisa 10 é uma peça importante para o grupo, caso tenha condições de jogar.
O capitão do penta revelou que tem um sonho de ser treinador, principalmente de categorias de base. Cafu mencionou o trabalho social que realiza no Jardim Irene. O nome do distrito do Capão Redondo, na zona sul de São Paulo, ficou conhecido pela homenagem que o ex-jogador fez à região no dia da final da Copa de 2002. Depois da conquista, ele escreveu na camisa: “100% Jardim Irene”.
Cafu é um dos grandes exemplos do futebol brasileiro de atleta que saiu da extrema pobreza para se tornar um ídolo. Ele é o único jogador da história a estar em três finais de mundial (1994, 1998 e 2002).
*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.
