Grêmio economiza quase R$ 50 milhões com saída de jogadores

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Imagem: Lucas Uebel / Grêmio

Grêmio corta 22 jogadores e tem economia de R$ 46 milhões no elenco

O Grêmio promoveu uma profunda reformulação no elenco ao longo de 2026. Até aqui, o clube contabiliza 22 saídas entre rescisões, empréstimos, venda definitiva, devolução e fim de contrato. O levantamento a seguir foi feito pela reportagem da GZH.

Nos bastidores, a movimentação teve impacto direto nas finanças do Tricolor. O custo para encerrar contratos chegou à casa dos R$ 49 milhões, valor parcelado em acordos que variam entre 12 e 30 meses.

Folha paralela pesa nas contas

As indenizações acertadas com jogadores criaram uma espécie de “folha paralela” no clube. Atualmente, o valor ultrapassa R$ 2 milhões mensais e seguirá ativo até o encerramento da atual gestão.

Mesmo assim, internamente o entendimento é de que a reformulação trouxe economia no médio prazo.

Caso os nove contratos rescindidos fossem mantidos até o fim, o Tricolor desembolsaria cerca de R$ 95 milhões em salários. Com os acordos fechados, a projeção aponta redução próxima de R$ 46 milhões.

Cuéllar lidera lista de custos

Entre os casos mais delicados aparece o de Cuéllar. O volante colombiano não aceitou renegociação e terá direito a uma indenização próxima de R$ 16 milhões.

Com contrato válido até dezembro de 2026, o meio-campista deixou Porto Alegre após disputar apenas 19 partidas. Atualmente, atua pelo Deportivo Cali.

Já o zagueiro Rodrigo Ely teve uma saída considerada mais tranquila. Recuperando-se de grave lesão ligamentar desde 2025, o defensor abriu mão de compensação financeira para retornar ao Almería, da Espanha.

Outros nomes como Tiago Volpi, Jemerson, Lucas Esteves, Carballo, Edenilson, Mila e Cristaldo negociaram redução nas multas para facilitar os desligamentos.

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Investimentos aumentaram folha salarial

Ao mesmo tempo em que abriu espaço no grupo, o Grêmio investiu pesado no mercado. A diretoria desembolsou cerca de US$ 20 milhões para contratar Nardoni, Perez, Enamorado e Tetê. O meia se tornou a compra mais cara da história do clube, em operação próxima de R$ 40 milhões.

Já Weverton e Caio Paulista chegaram sem custos de aquisição. Além das contratações, Luís Castro passou a utilizar nove jogadores da base no elenco principal, aumentando as opções para a sequência da temporada.

Mesmo com as saídas, a folha salarial mensal cresceu de R$ 21 milhões para R$ 23 milhões, já considerando comissão técnica e bônus contratuais ativados ao longo do ano.

Grêmio projeta novas mudanças

Internamente, o clube ainda trabalha com novas alterações para o segundo semestre.

A direção busca ao menos um lateral e um meia no mercado. Paralelamente, uma venda importante também é considerada para equilibrar as contas.

O modelo seguido lembra a negociação de Alysson com o Aston Villa, operação que rendeu aproximadamente R$ 60 milhões ao Tricolor.



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