Copa do Mundo terá ingressos disponíveis na quarta (1º) (AP Photo/Noah K. Murray, File)
A Copa do Mundo de 2026 ainda nem começou, mas a FIFA já discute uma nova ampliação do torneio. Após aumentar o número de participantes de 32 para 48 seleções, a entidade avalia agora uma proposta para levar a competição a 66 países na edição de 2030.
A ideia surgiu inicialmente através da Conmebol e, nos últimos meses, passou a ganhar apoio nos bastidores. Com isso, o debate deixou de ser visto como improvável e passou a entrar no radar de dirigentes da entidade. Caso avance, o futebol poderá viver mais uma transformação histórica em um intervalo muito curto.
Mundial de 48 seleções pode perder o posto rapidamente
A Copa de 2026, que será disputada por Estados Unidos, México e Canadá, marcará uma ruptura importante na história do torneio. Afinal, pela primeira vez haverá 48 participantes, superando o modelo tradicional de 32 equipes utilizado durante décadas.
Esse formato já representa a maior ampliação desde a criação da Copa, em 1930. No entanto, o posto de maior Mundial da história pode durar pouco.
Segundo informações divulgadas pelo jornal espanhol AS, a proposta defendida pela Conmebol prevê a inclusão de mais 18 seleções em 2030. Dessa forma, o torneio chegaria a 66 países participantes.
Além disso, o projeto passou a receber apoio de diferentes federações. Nos bastidores, a visão de ampliar o alcance global da competição ganhou força.
FIFA vê inclusão e expansão comercial como argumentos
Internamente, o discurso encontra apoio em uma linha frequentemente defendida pelo presidente da FIFA, Gianni Infantino. A ideia é transformar a Copa em um evento cada vez mais global e ampliar o espaço para países historicamente distantes da elite do futebol.
Na prática, a expansão pode abrir portas para seleções que raramente aparecem em Mundiais. O novo modelo de 2026 já mostra alguns exemplos disso.
Países como Cabo Verde, Curaçao, Jordânia e Uzbequistão surgem como candidatos a estrear ou retornar ao principal torneio de seleções. Agora, dirigentes entendem que ampliar ainda mais as vagas poderia fortalecer esse processo.
Ao mesmo tempo, existe também um interesse econômico importante. Quanto mais seleções participantes, maior a quantidade de mercados envolvidos, audiências televisivas e acordos comerciais.
Copa de 2030 já será histórica antes mesmo da bola rolar
Mesmo sem uma expansão aprovada, a edição de 2030 já terá características inéditas. O torneio acontecerá principalmente em Espanha, Portugal e Marrocos.
Além disso, partidas comemorativas devem ocorrer em Argentina, Uruguai e Paraguai. A decisão faz parte das celebrações do centenário da Copa do Mundo, criada justamente em 1930. Entretanto, ampliar o torneio para 66 equipes levanta novos desafios.
Questões logísticas ainda preocupam dirigentes
Apesar do entusiasmo de parte dos dirigentes, a proposta ainda enfrenta obstáculos importantes. A principal preocupação envolve a logística.
A FIFA sequer iniciou completamente o planejamento operacional da Copa de 2030. Além disso, algumas cidades ainda enfrentam indefinições.
Na Espanha, por exemplo, Málaga já deixou a disputa para receber jogos. Enquanto isso, Bilbao e San Sebastián ainda convivem com incertezas sobre participação.
Por isso, muitos dirigentes enxergam a Copa de 2026 como uma espécie de teste em larga escala. O desempenho do torneio com 48 seleções poderá influenciar diretamente os próximos passos.
Se os resultados forem positivos em aspectos esportivos, financeiros e organizacionais, a proposta de 66 equipes tende a ganhar ainda mais força.
Enquanto isso, outra ideia defendida anteriormente pela FIFA perdeu espaço. A possibilidade de realizar o Mundial de Clubes a cada dois anos esfriou internamente e já não aparece entre as prioridades da entidade.
Nesta semana também foi oficializada uma mudanças nas Eliminatórias europeias. O novo formato deve reduzir o número de jogos de menor apelo.
