Pentágono reacende debate sobre OVNIs em fotos da Apollo

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Fotos e transcrições das missões Apollo voltaram a circular nas redes sociais após o Pentágono divulgar, em 8 de maio, o primeiro lote de arquivos desclassificados sobre OVNIs e fenômenos anômalos não identificados. O material foi liberado em resposta a uma diretriz assinada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em fevereiro.

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Entre os 158 documentos divulgados, há registros recentes captados por sensores militares dos EUA, além de materiais históricos que remontam à década de 1940. Parte dos arquivos inclui documentos relacionados aos programas espaciais tripulados da NASA, como as missões Gemini 7, Apollo 11, Apollo 12, Apollo 17 e voos da estação espacial Skylab.

Arquivos da Apollo já eram públicos

Os documentos ligados à missão Apollo 11 incluem um “debriefing técnico” da tripulação, no qual os astronautas Neil Armstrong, Buzz Aldrin e Michael Collins comentam experiências incomuns durante a viagem à Lua, realizada em julho de 1969.

No relato, Aldrin menciona ter observado “pequenos flashes” dentro da cabine da nave. Segundo ele, o fenômeno poderia ter sido causado por algum tipo de penetração externa ou por eletricidade estática.

Também foram incluídas transcrições e trechos de áudio das missões Gemini 7, Apollo 12 e Apollo 17, além de imagens feitas na superfície lunar. Em algumas delas, o Pentágono destacou áreas consideradas “misteriosas”.

Uma das fotografias da Apollo 17, por exemplo, mostra três pontos organizados em formação triangular no céu lunar, visíveis após ampliação da imagem. Já uma foto da Apollo 12 apresenta cinco áreas destacadas acima do horizonte com supostos fenômenos não identificados.

Imagem da missão Apollo 17 mostra paisagem lunar com três pontos destacados no céu em formação triangular.
Foto feita durante a missão Apollo 17, em dezembro de 1972, ganhou destaque após aparecer em arquivos do Pentágono sobre OVNIs. A imagem mostra três pontos em formação triangular no céu lunar – Imagem: NASA/DoD

Especialistas contestam ideia de “novidade”

Apesar da repercussão, pesquisadores e entusiastas do espaço destacaram que essas imagens não são inéditas nem foram recém-desclassificadas. Segundo eles, o material da Apollo está disponível publicamente há décadas.

O astrofísico Grant Tremblay escreveu na rede social X que todas as imagens divulgadas “apenas adicionaram caixas amarelas” em fotos que já eram públicas “há meio século”.


Em outra publicação, Tremblay afirmou que pessoas estavam sugerindo incorretamente que o conteúdo da Apollo havia sido “recentemente desclassificado”. Ele também lembrou que UAP, sigla para “fenômenos anômalos não identificados”, é o termo atualmente usado pelo governo dos EUA para se referir a OVNIs.

No dia 9 de maio, o pesquisador direcionou seguidores ao Project Apollo Archive, disponível no Flickr, onde as imagens podem ser visualizadas em conjunto. Segundo ele, muitas fotos da Apollo apresentam defeitos de filme, o que poderia explicar parte dos supostos objetos observados.

Marcas e imperfeições em fotos antigas

O designer gráfico Jason Major também comentou a repercussão. Em publicação no X, ele afirmou que manchas, riscos, reflexos e pontos aparecem em praticamente todas as fotos da Apollo porque foram registradas com câmeras analógicas no espaço, além de terem passado por processos químicos de revelação e digitalização ao longo de décadas.

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O texto original destaca, porém, que isso não significa que todos os relatos de fenômenos anômalos devam ser ignorados. Algumas observações continuam consideradas misteriosas, embora especialistas defendam que o material histórico da Apollo seja analisado com contexto e cautela.

Ana Luiza Figueiredo

Ana Luiza Figueiredo

Ana Figueiredo é repórter de tecnologia do Olhar Digital. É formada em jornalismo pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU).




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