Justiça dos EUA mantém cerco no caso Master e batalha milionária ganha novo capítulo

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Divulgação / Banco MasterDaniel Vorcaro, presidente do Banco Master

O caso Master nos Estados Unidos voltou a ganhar força nas últimas semanas e continua avançando na Justiça americana com foco total no rastreamento de patrimônio e recuperação de ativos ligados ao processo de liquidação brasileira.

Segundo registros públicos do processo que tramita na US Bankruptcy Court for the Southern District of Florida, em Fort Lauderdale, a disputa segue ativa e teve nova movimentação registrada em 7 de maio de 2026.

Nos bastidores jurídicos, o clima é de tensão. O principal embate gira em torno das investigações patrimoniais autorizadas pela Justiça dos EUA, que podem atingir documentos financeiros, movimentações e bens ligados aos investigados.

Avanço de investigações

A principal reviravolta aconteceu em abril, quando o juiz Scott M. Grossman decidiu parcialmente a favor da EFB, responsável pela liquidação judicial, permitindo o avanço das chamadas “Rule 2004 subpoenas” — instrumentos extremamente amplos usados em processos de falência nos Estados Unidos para rastrear patrimônio, exigir documentos e aprofundar investigações financeiras.

Na prática, a decisão abriu caminho para que a liquidante continue buscando informações sobre ativos e estruturas patrimoniais nos EUA, embora com algumas limitações impostas pelo tribunal.

A defesa de Daniel Vorcaro reagiu rapidamente.

Em 20 de abril de 2026, foram protocolados um Notice of Appeal e um Motion for Leave to Appeal, numa tentativa de reverter ou limitar os efeitos da decisão judicial. O recurso segue em andamento.

Congelamento de bens

O processo principal segue baseado no Chapter 15 da legislação americana, mecanismo utilizado para reconhecer processos de insolvência estrangeiros nos Estados Unidos.

Desde janeiro de 2026, a Justiça americana reconheceu oficialmente a liquidação brasileira como “foreign main proceeding”, o que mantém ativo o congelamento de bens e fortalece a cooperação entre autoridades brasileiras e americanas.

Na prática, isso permite que a investigação ultrapasse fronteiras e amplie o alcance sobre possíveis ativos localizados nos EUA.

Mansão na Flórida entra na mira

Outro ponto que chama atenção é a ação paralela envolvendo familiares de Daniel Vorcaro e uma mansão localizada na Flórida.

O processo, iniciado em março, faz parte da estratégia de recuperação patrimonial da massa liquidanda. A suspeita é de que determinados ativos possam ter sido registrados ou movimentados em nome de terceiros.

A disputa sobre esse patrimônio promete ser um dos capítulos mais sensíveis do caso nos Estados Unidos.

O que pode acontecer agora?

Com o recurso ainda pendente, o caso continua concentrado em duas frentes principais:

-a ampliação das investigações patrimoniais nos EUA;
-a tentativa da defesa de limitar o alcance das subpoenas autorizadas pela corte americana.

Especialistas avaliam que o uso do Chapter 15 pode se tornar decisivo para localizar ativos internacionais e aumentar a pressão judicial sobre os envolvidos.

Enquanto isso, o processo segue aberto, ativo e monitorado de perto por autoridades e pelo mercado financeiro.

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.





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