Diretor de estatal petrolífera da Colômbia é denunciado por financiamento da campanha de Petro

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O Ministério Público da Colômbia denunciou, nesta segunda-feira (11), o diretor da petrolífera estatal, Ricardo Roa, por supostamente ter violado o limite de financiamento da campanha que levou Gustavo Petro à presidência, da qual foi gerente em 2022.

A acusação faz parte do conjunto de investigações sobre supostas irregularidades na campanha de Petro, que concluirá seu mandato em agosto sem que a lei lhe permita disputar a reeleição nas eleições de 31 de maio.

O caso em investigação representa um dos maiores escândalos do primeiro governo de esquerda da Colômbia. Roa está na mira do MP por exceder em cerca de 445 mil dólares (2,17 milhões de reais) os tetos permitidos na campanha, na qualidade de responsável pela “direção e gestão dos recursos e movimentação de dinheiro”.

Roa não aceitou as acusações e declarou-se “inocente” durante a audiência judicial nesta segunda-feira.

Segundo o MP, o dinheiro foi gasto em “coletivas de imprensa em hotéis, cafés da manhã, empréstimos, transporte, logística, alimentação, créditos para eventos de encerramento de campanha, peças publicitárias e contribuições de um sindicato”.

Em novembro de 2025, o Conselho Nacional Eleitoral impôs uma multa milionária contra Roa e outros gerentes da campanha pelo mesmo motivo.

O diretor da maior empresa da Colômbia, que atravessa uma profunda crise econômica, foi afastado temporariamente do cargo pelo conselho administrativo até 28 de junho, data prevista para um eventual segundo turno.

Essa decisão foi repudiada por Petro, enquanto a oposição comemorou a saída de Roa em meio a críticas à sua gestão e acusações de tráfico de influência.

Em 2025, os lucros da estatal Ecopetrol marcaram o terceiro ano consecutivo de queda e registraram seu nível mais baixo desde a pandemia.

A campanha que levou Petro ao poder também foi afetada pelo processo que Nicolás Petro, um de seus filhos, enfrenta por enriquecimento ilícito e lavagem de dinheiro por supostamente receber recursos de um ex-narcotraficante enquanto fazia campanha em favor do pai.

Inicialmente, o primogênito admitiu ter destinado à campanha parte dos 400 milhões de pesos (489 mil reais) recebidos. Depois, voltou atrás e pediu que essa versão fosse descartada, com o argumento de que havia sido pressionado por um promotor para prejudicar seu pai.

© Agence France-Presse



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