CBF divulga áudio do VAR e expõe justificativa para gol anulado do Palmeiras contra o Remo | Torcedores

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CBF divulga áudio do VAR e expõe justificativa para gol anulado do Palmeiras contra o Remo

Remo x Palmeiras. Foto: Fernando Torres/AGIF

A Confederação Brasileira de Futebol divulgou neste domingo os áudios do VAR dos principais lances polêmicos do empate entre Clube do Remo e Sociedade Esportiva Palmeiras, no Mangueirão. As conversas revelaram a interpretação da arbitragem no gol anulado de Bruno Fuchs e também na expulsão do volante Zé Ricardo.

O árbitro principal da partida, Rafael Rodrigo Klein, validou inicialmente o gol marcado pelo zagueiro palmeirense. No entanto, poucos segundos depois, o VAR entrou em ação ao identificar um possível toque no braço de Flaco López durante a jogada ofensiva.

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VAR recomenda revisão e árbitro muda decisão

Durante a análise do lance, Rafael Klein chegou a informar à equipe de vídeo que percebeu um possível toque de mão, mas ainda não tinha identificado qual jogador havia participado da jogada.

Após revisar as imagens no monitor, o árbitro decidiu invalidar o gol do Palmeiras. No áudio divulgado pela CBF, Klein explica a interpretação adotada pela arbitragem.

“Já visualizei aqui. É uma mão, através desse braço a bola sobra para o jogador de branco fazer o gol. Estou anulando o gol por tiro livre indireto por mão sancionável”, afirmou o árbitro.

Na sequência, um integrante da equipe de arbitragem corrigiu a informação sobre o tipo da infração.

“Direto. Indireto, não. Direto”, respondeu um dos membros do VAR.

A jogada rapidamente gerou forte repercussão. Jogadores, dirigentes e integrantes da comissão técnica do Sociedade Esportiva Palmeiras contestaram a interpretação adotada pela arbitragem.

Expulsão de Zé Ricardo também gera debate

Além do gol anulado, a CBF também publicou o áudio da expulsão de Zé Ricardo. O volante do Remo recebeu cartão vermelho após atingir Andreas Pereira com uma joelhada nas costas.

Inicialmente, a arbitragem não aplicou a expulsão diretamente. Porém, depois da revisão no VAR, Rafael Klein mudou a decisão e aplicou o cartão vermelho por conduta violenta.

“O jogador de branco toca, e ele dá uma joelhada nas costas. Ele está de costas, a bola não está mais em ação de disputa. Vou trocar a minha decisão para cartão vermelho”, explicou o árbitro durante a revisão.

A entrada causou preocupação imediata porque Andreas Pereira precisou deixar a partida após o lance.

Palmeiras aumenta críticas contra arbitragem

Depois do empate, integrantes do Palmeiras criticaram duramente a atuação da arbitragem. O zagueiro Bruno Fuchs demonstrou irritação ainda no gramado, enquanto o diretor de futebol Anderson Barros fez pronunciamento público questionando o critério utilizado no lance.

Além disso, João Martins, auxiliar técnico que comandou a equipe na ausência de Abel Ferreira, também reclamou da interpretação da arbitragem.

Poucas horas depois da partida, o próprio Palmeiras publicou um vídeo nas redes sociais ironizando a decisão de Rafael Klein. O clube comparou o lance anulado com outras jogadas semelhantes e questionou a consistência dos critérios adotados pela arbitragem brasileira.

CBF reforça regra sobre toque no braço

Ao divulgar os áudios, a CBF também publicou a explicação oficial da regra utilizada para invalidar o gol do Palmeiras. Segundo o documento, a infração ocorre quando o toque no braço participa imediatamente da construção do gol, mesmo que aconteça de forma acidental.

A entidade destacou ainda que a regra considera irregular o momento em que a bola toca no braço e, na sequência imediata, a equipe marca o gol.

Com isso, a comissão de arbitragem entendeu que o desvio em Flaco López teve influência direta na continuidade da jogada que terminou nas redes do Remo.



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