OMS considera todos os passageiros de cruzeiro com hantavírus como ‘contatos de alto risco’

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Segundo a Organização Mundial da Saúde, passageiros e tripulantes do navio MV Hondius devem ser monitorados por 42 dias após desembarque

Foto: Divulgação CDC: Cynthia Goldsmith e Luanne Elliott; e AFP Três mortes por hantavírus em cruzeiro foram confirmadas
O cruzeiro Hondius, da empresa holandesa Oceanwide Expeditions, que registrou um surto de hantavírus entre os passageiros, saiu em 1º de abril de Ushuaia, no sul da Argentina.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou neste sábado (9) que considera todas as pessoas a bordo do cruzeiro afetado por um surto de hantavírus como contatos de “alto risco”, que devem ser monitorados ativamente durante 42 dias.

“Classificamos todas as pessoas a bordo como o que chamamos de contatos de alto risco”, disse Maria Van Kerkhove, diretora de preparação e prevenção de epidemias e pandemias da OMS, durante um evento nas redes sociais.

Ela acrescentou que se recomenda “um acompanhamento e monitoramento ativo de todos os passageiros e tripulantes que desembarcarem durante um período de 42 dias”.

Ela ressaltou que o risco para a população em geral e para os habitantes das Ilhas Canárias, onde se espera que o cruzeiro MV Hondius lance âncora no domingo, continua sendo “baixo”.

O que é o hantavírus?

De acordo com o Ministério da Saúde, a hantavirose é uma zoonose viral aguda que, no Brasil, se manifesta principalmente na forma da Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), um quadro grave que pode comprometer o sistema respiratório e cardiovascular.

O vírus pertence à família Hantaviridae e tem como reservatórios naturais roedores silvestres, que eliminam o agente infeccioso pela urina, fezes e saliva sem apresentar sintomas ao longo da vida.

A transmissão para humanos ocorre, na maioria dos casos, pela inalação de aerossóis contaminados a partir das excretas desses animais. Também pode acontecer por contato direto com mucosas — como olhos, boca e nariz —, por ferimentos na pele ou mordidas de roedores.

Embora rara, a transmissão entre pessoas já foi registrada em países como Argentina e Chile, associada a um tipo específico do vírus.





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