Casos de hantavírus registrados no Paraná são de variante diferente do surto da doença no navio

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O secretário de Saúde do Estado, César Neves, disse que não há ‘motivo para pânico ou alguma preocupação exacerbada’ em relação à transmissão do vírus

Foto: Divulgação CDC: Cynthia GoldsmithHantavírus
Hantavírus

A Secretaria do Estado de Saúde do Paraná (Sesa) confirmou à Jovem Pan nesta sexta-feira (8) que os dois casos de hantavírus confirmados no estado em 2026 não tem relação com o surto da doença que aconteceu no cruzeiro Hondius, divulgado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) no último domingo (3).

Os casos no navio são da cepa Andes – que se trata da transmissão viral, de pessoa para pessoa – uma variante diferente da que foi registrada, até o momento, no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, os casos confirmados em território brasileiro são transmitidos pelo “contato do vírus com mucosa (conjuntival, da boca ou do nariz), por meio de mãos contaminadas com excretas de roedores”.

“A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) informa que os casos de hantavírus confirmados no Paraná em 2026 não têm relação alguma com o episódio do cruzeiro. Eles foram identificados em Pérola d’Oeste (abril) e Ponta Grossa (fevereiro). Outros 21 casos foram descartados e 11 seguem em investigação”, disse a Sesa em nota. Além dos dois casos confirmados no estado, outro caso foi registrado em 2025.

Ainda segundo a secretaria, não há registro da circulação do vírus Andes no Paraná. “Os casos identificados no Estado são da cepa silvestre, transmitida por meio de animais silvestres (roedores). Não há qualquer surto registrado”, afirmou.

O secretário de Saúde do Estado, César Neves, disse ainda que a doença está controlada no Paraná e não há “motivo para pânico ou alguma preocupação exacerbada” em relação à transmissão do vírus.

A Sesa afimou realizar o monitoramento permanente da circulação do hantavírus no Paraná, “com vigilância ativa (pesquisa ecoepidemiológica) de roedores silvestres em áreas rurais com confirmação de caso em humano”.

O que é o hantavírus?

De acordo com o Ministério da Saúde, a hantavirose é uma zoonose viral aguda que, no Brasil, se manifesta principalmente na forma da Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), um quadro grave que pode comprometer o sistema respiratório e cardiovascular.

O vírus pertence à família Hantaviridae e tem como reservatórios naturais roedores silvestres, que eliminam o agente infeccioso pela urina, fezes e saliva sem apresentar sintomas ao longo da vida.

A transmissão para humanos ocorre, na maioria dos casos, pela inalação de aerossóis contaminados a partir das excretas desses animais. Também pode acontecer por contato direto com mucosas — como olhos, boca e nariz —, por ferimentos na pele ou mordidas de roedores. Embora rara, a transmissão entre pessoas já foi registrada em países como Argentina e Chile, associada a um tipo específico do vírus.

Sintomas

Os sintomas da hantavirose podem variar de um quadro inicial inespecífico, com febre, dores no corpo e mal-estar, até formas mais graves, com comprometimento pulmonar e cardíaco.

Nos casos severos, a doença pode evoluir rapidamente para insuficiência respiratória e síndrome da angústia respiratória aguda (SARA), exigindo atendimento médico imediato. O período de incubação varia de uma a cinco semanas, podendo chegar a até 60 dias.





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