Papagaio resgatado pela Polícia Ambiental recebe tratamento em hospital da fauna silvestre

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Por André Henrique e João Delattre

Um papagaio debilitado, em criação irregular na QR 123, na Samambaia, foi resgatado pelo Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA). O animal foi encaminhado para tratamento veterinário especializado no Hospital da Fauna Silvestre (HFAUS) até que a sua saúde seja restaurada.

A tenente Thays Gonçalves, chefe da comunicação do BPMA, afirmou que esse resgate é fruto da operação mais recente realizada na região.

“A gente pega muito caso de papagaio porque as pessoas ainda têm esse hábito de fazer a criação irregular de papagaio”, diz a Tenente

O foco principal das operações de resgate de animais silvestres é garantir a recuperação da saúde do animal apreendido, reintroduzi-lo, de forma responsável, na natureza e combater hábitos culturais que prejudicam a biodiversidade.

“A gente vai esperar que a sua saúde seja restaurada para ele, aos poucos, ser reintroduzido em seu habitat.”, comenta.

Embora a consciência ambiental, no Distrito Federal, tenha evoluído na última década, a criação irregular de animais silvestres ainda é uma prática recorrente. Quando as autoridades flagram essa ilegalidade, o animal é apreendido e o infrator deve responder judicialmente por meio de um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO).

Regiões próximas a áreas naturais do DF, como Jardim Botânico e Parque Nacional, concentram mais resgates de animais silvestres, já que a proximidade do habitat a áreas urbanas aumenta os avistamentos e apesar de muito variado, dos tipos de animais resgatados, existe maior ocorrência com serpentes, aves saruês e capivaras.

“Os animais com maior incidência de resgate, geralmente são serpentes, Jiboia, cascavel, jararaca”, afirmou a oficial

Procedimentos

A maior parte dos resgates de animais silvestres começa com ligações ao 190, número oficial da Polícia Militar.

Ao receber a ocorrência, a central coleta dados básicos do comunicante e repassa a situação ao Batalhão Ambiental, que entra em contato para obter informações detalhadas, como fotos, vídeos, horário, local e circunstâncias do encontro com o animal.

Com esses dados, a equipe realiza uma triagem para identificar se o animal é realmente silvestre ou se se trata de um doméstico ou exótico. Em seguida, a viatura mais próxima é enviada ao local para capturar o animal e avaliar seu estado físico.

Se o animal estiver saudável, é imediatamente reintroduzido em seu habitat natural. Caso apresente ferimentos, é encaminhado ao Hospital da Fauna Silvestre (HFAUS) ou ao Centro de triagem de animais silvestres (CETAS), do Ibama, onde recebe atendimento veterinário. Após a recuperação, o animal é devolvido à natureza.

Imagem produzida por IA revisada por João Delattre

Supervisão de Luiz Claudio Ferreira



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