Curiosidades sobre o próximo adversário do Grêmio na Sul-Americana

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Elenco do Deportivo Riestra na Copa Sul Americana
Imagem: @prensariestra / Divulgação

Grêmio enfrenta Riestra e analisa rival de jogo mais direto do continente

Após empatar o Gre-Nal 452 com desempenho ruim, o Grêmio entra em campo nesta terça-feira (14), na Arena, em jogo válido pela Copa Sul-Americana, diante do Deportivo Riestra. O clube argentino vive um cenário curioso: enfrentará um dos times mais diretos do futebol sul-americano.

O levantamento do CIES Football Observatory aponta que o clube argentino tem média de passes de 13,49 metros, a maior do mundo. Na prática, isso significa um modelo que praticamente ignora trocas curtas e construção paciente. O Riestra joga vertical e isso parece ser lei.

Estilo extremo: pouca posse e bola longa constante

Os números confirmam a proposta agressiva. Segundo dados da Liga Profesional Argentina, o Riestra teve 39,3% de posse média nas primeiras 13 rodadas do campeonato nacional. Mesmo quando está atrás no placar, a equipe mal altera seu comportamento: sobe apenas para cerca de 40%.

A ideia é simples e até radical: lançar a bola ao ataque o mais rápido possível e disputar a segunda bola. Um contraste direto com modelos mais cadenciados.

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Jogo físico e disciplina no limite

Além da verticalidade, o time argentino aposta em intensidade máxima na marcação. O Riestra lidera o ranking disciplinar do Campeonato Argentino, com:

  • 49 cartões no total
  • 47 amarelos
  • 1 vermelho

O cenário projeta um confronto de contato forte na Arena, com disputas físicas constantes e ritmo acelerado.

Campanha fraca contrasta com identidade forte

Apesar do estilo definido, os resultados não acompanham. O Riestra ocupa a última posição do Grupo 1 do Argentino, com:

  • 7 pontos em 13 jogos
  • 7 empates e nenhuma vitória
  • 3 gols marcados e 10 sofridos

A defesa apresenta números aceitáveis, mas o ataque tem produção muito baixa — fator que pesa diretamente na campanha.

Filosofia “rock and roll” marca o clube

O modelo de jogo virou identidade institucional e pode surpreender o Tricolor Gaúcho. O ex-técnico Gustavo “Tata” Benítez, que deixou o cargo antes da estreia na Sul-Americana, definiu o estilo como “rock and roll”: intensidade, velocidade e ataque direto.

Quem assumiu foi Guillermo Duró, treinador que já havia comandado o acesso à elite argentina em 2024, mantendo a mesma filosofia.

Impacto para o Grêmio no confronto

Para o Grêmio, o desafio passa por controlar o caos. O adversário não oferece construção tradicional, mas exige atenção total em bolas longas, segundas jogadas e duelos físicos.

Na prática, o time gaúcho terá menos tempo de organização defensiva e precisará ganhar disputas diretas — algo decisivo para evitar surpresas.

A partida coloca frente a frente dois mundos distintos: de um lado, organização e controle; do outro, intensidade e imprevisibilidade.



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