Trem pagador! Flamengo sustenta receitas da Ferj no Carioca; veja números

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O encerramento do Campeonato Carioca de 2026 consolidou o Flamengo como a única locomotiva econômica do futebol do Rio de Janeiro. Os dados finais de bilheteria mostram que o clube não apenas lidera os rankings, mas atua como o verdadeiro “trem pagador” da competição e garante o lucro da Ferj. 

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A saúde bancária da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro depende quase exclusivamente do que entra nos cofres quando o Rubro-Negro entra em campo. Dos R$ 2.108.418,33 arrecadados pela entidade em taxas de bilheteria, 41,7% vieram diretamente de partidas do Flamengo.

Isso significa que quase R$ 9 de cada R$ 20 que entraram na Ferj saíram de jogos com a participação do Mais Querido. A fatia rubro-negra é praticamente o dobro da contribuição do Vasco, que gerou 21,85% do total. O levantamento foi feito pelo rubro-negro José Peralta, colunista do MundoBola Flamengo

A discrepância aumenta quando olhamos para o Botafogo, origem de apenas 5,65% da receita da federação.

Gráfico de pizza mostra 'De onde vem a receita da Ferj': Flamengo 41%, Fluminense 29%, Vasco 21%, Botafogo 5%, Outros 1%

As partidas de maior destaque finaneiro foram os clássicos. A final entre Flamengo e Fluminense, por exemplo, teve um lucro líquido de R$ 3.427.965,26. Valor dividido em R$ 1.713.982,63 para cada clube. E também o duelo com a maior Taxa Ferj, R$ 499.927,15, montante descontado sobre o valor bruto. 

O Flamengo fechou o campeonato com um lucro agregado de R$ 3.554.213,66. Este valor é superior ao faturamento líquido da própria Ferj em todo o torneio, que foi de R$ 2,1 milhões. Ou seja, o clube arrecadou sozinho cerca de 43% a mais do que a federação conseguiu extrair de todos os 12 clubes participantes somados.

Flamengo concentra únicos jogos com lucro no Carioca

A fragilidade do Carioca como produto fica escancarada quando analisada a taxa de sucesso financeiro das partidas. Das 62 vezes em que a bola rolou em 2026, 50 jogos terminaram com saldo negativo. Em cerca de 80% da competição, os clubes saíram de campo com prejuízo nas contas. 

A venda de ingressos não foi suficiente sequer para cobrir as despesas básicas de estádio, como arbitragem e segurança. Neste cenário de prejuízo crônico, o Flamengo foi o protagonista de quase todos os respiros financeiros do ano. Afinal, dos raros 12 jogos que conseguiram fechar as contas no “azul”, oito tiveram o Flamengo em campo.

Receitas bordeáveis Campeonato Carioca 2026

A lista de partidas lucrativas é um atestado de dependência financeira. Apenas o Rubro-Negro consegue transformar jogos contra times de menor investimento em eventos rentáveis:

  • Bangu x Flamengo: R$ 4 mil
  • Vasco x Nova Iguaçu: R$ 125 mil
  • Flamengo x Vasco: R$ 1,4 milhão
  • Fluminense x Flamengo: R$ 1,51 milhões
  • Flamengo x Sampaio Correa: R$ 193 mil
  • Vasco x Botafogo: R$ 64 mil
  • Botafogo x Flamengo (Quartas): R$ 51 mil
  • Fluminense x Bangu (Quartas): R$ 141 mil
  • Madureira x Flamengo (Semi 1): R$ 326 mil
  • Flamengo x Madureira (Semi 2): R$ 227 mil
  • Fluminense x Vasco (Semi 2): R$ 1,04 milhões
  • Fluminense x Flamengo (Final): R$ 3,55 milhões

Destaca-se também que, dos quatro jogos que ultrapassaram a barreira do milhão de lucro, o Flamengo esteve presente em três. Isso significa as maiores taxas para a Ferj e reforça que o clube é não só o trem pagador da federação, mas parte fundamental para os cofres dos rivais. 



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