TJD-SP pune Gustavo Marques com 12 jogos de suspensão após fala machista contra árbitra
O Tribunal de Justiça Desportiva do Estado de São Paulo puniu o zagueiro Gustavo Marques com 12 jogos de suspensão após declarações machistas contra a árbitra Daiane Muniz. O julgamento ocorreu na tarde desta quarta-feira.
O defensor do Red Bull Bragantino também recebeu multa de R$ 30 mil. A punição vale apenas para competições estaduais.
O caso ganhou repercussão após entrevista concedida pelo jogador ao fim da partida contra o São Paulo Futebol Clube, válida pelas quartas de final do Campeonato Paulista.
Declaração após jogo gerou denúncia na Justiça Desportiva
Gustavo Marques criticou a arbitragem logo após a derrota do Bragantino por 2 a 1. Durante entrevista à transmissão da TNT Sports, o zagueiro questionou a escolha da árbitra para conduzir a partida.
Na ocasião, o defensor afirmou:
“Primeiramente, eu quero falar da arbitragem porque não adianta a gente jogar contra São Paulo, Palmeiras, Corinthians e eles colocarem uma mulher para apitar um jogo desse tamanho.”
A fala gerou forte repercussão no futebol brasileiro e provocou críticas de torcedores, jornalistas e entidades ligadas à arbitragem.
TJD enquadra jogador por atos discriminatórios
A Procuradoria denunciou o atleta com base nos artigos 243G e 243F do Código Brasileiro de Justiça Desportiva. Os dispositivos tratam de atos discriminatórios e ofensas à honra.
Durante o julgamento, os auditores analisaram a entrevista concedida pelo jogador e o contexto das declarações. Ao final da sessão, o tribunal determinou a suspensão de 12 partidas em torneios estaduais e aplicou multa financeira ao atleta.
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Clube decide não comentar decisão
O Red Bull Bragantino informou que não comentará o resultado do julgamento. O clube já havia se manifestado publicamente quando o caso ganhou repercussão.
A punição não impede Gustavo Marques de atuar em competições nacionais ou internacionais. A suspensão passa a valer apenas em campeonatos organizados por federações estaduais.
O episódio reacende o debate sobre respeito e igualdade no futebol brasileiro, especialmente no ambiente da arbitragem.

