E mais uma vez o São Paulo reinicia o seu trabalho em meio a uma temporada, desta vez com a chegada do argentino Hernán Crespo, ainda não oficializado pelo clube, mas já acordado para a vaga de Luis Zubeldía. Sem delongas, eu repito o título desta coluna: teremos paciência com Crespo ou vamos queimá-lo como fizemos com os últimos?
E quando eu faço a pergunta utilizando o termo “vamos queimá-lo” no título, é para incluir todo mundo neste balaio: torcida, sócios do clube, conselheiros, diretoria de futebol, líderes das organizadas e jornalistas, sendo eles são-paulinos, ou não.
Olhando para os últimos oito anos, consigo listar os seguintes trabalhos que foram queimados por todos nós: Rogério Ceni em 2017, Dorival Júnior em 2018, André Jardine em 2019, Hernan Crespo em 2021, Rogério Ceni em 2023 e agora Thiago Carpini em 2024. Tivemos 6 treinadores sendo fritados nas últimas 9 temporada, é quase uma fritura por ano! Isso não pode ser normalizado!
Eu admito que ajudei na fritura de alguns destes nomes, como por exemplo em 2018 com Dorival Júnior. Outras deram certo dentro de campo, como a última queda de Rogério Ceni, no ano passado, para que Dorival Júnior pudesse assumir e conquistar o inédito título da Copa do Brasil.
O grande ponto de interrogação desta coluna é: daremos tempo para Hernán Crespo? Depois de ser demitido em outubro de 2021, Crespo passou os últimos anos no fraco futebol árabe, mas diferente de outros treinadores de renome, ainda conquistou títulos por lá.
Toda aquela galera que eu citei no segundo parágrafo, irá ter paciência caso os resultados não aconteçam da noite para o dia, com um passe de mágica? A nossa “competentíssima” diretoria de futebol, nas figuras de Carlos Belmonte, Rui Costa e Muricy Ramalho, além de nosso influencer presidente, Julio Casares, irão apoiar o treinador para valer, ou repetirão o que foi feito com o mesmo Crespo em 2021?
Aproveitando para falar na diretoria de futebol, esta deve ser a melhor já montada por qualquer clube brasileiro, pois são mais de 4 anos sem uma única demissão nas “cabeças“. Sempre o errado é o treinador, nossos dirigentes são fantásticos, inclusive foram responsáveis por grandes contratações na história do São Paulo FC, como Orejuela, Nikão, James Rodríguez e outros.
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