
Se você ainda não percebeu, a eleição presidencial do Grêmio em 2025 tem mais em comum com o cinema do que se imagina. A analogia pode soar inusitada, mas a disputa lembra, em muitos aspectos, o enredo vencedor do Oscar de Melhor Filme em 2009: Quem Quer Ser um Milionário?. No longa, um jovem indiano sai da pobreza para a riqueza em um programa de perguntas e respostas. No Grêmio, a diferença é que os protagonistas já vêm com o dinheiro — e o que está em jogo é o comando de um dos clubes mais tradicionais do país.
Marcelo Marques e Celso Rigo: a força da indústria alimentícia
O primeiro nome a surgir com capital político e financeiro robusto foi o de Marcelo Marques, que trouxe para o centro do tabuleiro ninguém menos que Celso Rigo. Conhecido como o “milionário do arroz”, o empresário é um dos maiores investidores individuais já vistos no clube. Com ele, vem a solidez da Pirahy, grupo forte do setor alimentício.
A presença de Rigo pode representar estabilidade financeira imediata e reforço de peso para o futebol. O discurso é claro: mais investimentos, mais competitividade e menos improviso. Marques, embora menos conhecido da torcida, aposta na gestão profissionalizada e em um Conselho de Administração repleto de nomes fortes.
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Dênis Abrahão e Ricardo Vontobel: da Coca ao chocolate
Do outro lado, Dênis Abrahão, ex-dirigente com passagens marcantes pelo futebol gremista, anunciou Ricardo Vontobel como seu “milionário da vez”. Antigo executivo da Coca-Cola no Sul e hoje envolvido na indústria do chocolate, Vontobel traz consigo uma imagem de empresário moderno, com trânsito entre o tradicionalismo gremista e o mundo corporativo atual.
A proposta dessa chapa é equilibrar a experiência no vestiário com visão estratégica empresarial, apostando em credibilidade e histórico de gestão.
Paulo Caleffi: o nome ainda é incógnita, mas a promessa é capital
Já Paulo Caleffi, atual vice-presidente e nome próximo da gestão Alberto Guerra, ainda não revelou os nomes de seus apoiadores milionários. No entanto, garante que seu projeto contará com um Conselho de Administração “forte e endinheirado”, nas palavras do próprio. Ele aposta na continuidade de um modelo administrativo que ainda busca firmar-se diante da torcida.
O mistério, por enquanto, é arma de estratégia. Mas, sem nomes de peso revelados, Caleffi corre o risco de ficar fora da principal narrativa da eleição: quem traz mais dinheiro novo para o clube.
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A política gremista virou um jogo de cifras
Mesmo com o time tentando se recuperar no Brasileirão — e podendo se aproximar do G-6 com uma vitória sobre o Corinthians nesta quinta-feira (12) —, o tema da eleição domina os bastidores. A torcida está de olho nas movimentações, e o Conselho Deliberativo já sente o peso da nova pergunta central: quem quer ser milionário do Grêmio?
Com a eleição marcada para dezembro, o Grêmio vive um momento de redefinição de poder e investimento. A torcida, como sempre, quer resultados em campo — mas sabe que, fora dele, quem estiver mais preparado para responder à pergunta do momento, pode levar o prêmio máximo: o controle do clube.
