Primeiras impressões: Nintendo Switch 2, Mario Kart World e Nintendo Switch 2 Welcome Tour

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Você já fez uma compra impulsiva? Pois é, na semana passada eu fiz. “Do nada”, comprei um Nintendo Switch 2. E, depois de passar alguns dias brincando com ele, estou aqui para compartilhar algumas impressões iniciais. Bora lá?

FOMO e compras impulsivas

Só para constar: eu não fiz a pré-venda do Nintendo Switch. Até porque, eu meio que nem estava tão no hype. Gosto muito do meu Nintendo Switch (1), mas no lançamento, parecia não fazer sentido pegar o Switch 2.

Porém, eu sofro da famigerada Síndrome de FOMO. Quando a data de lançamento chegou, e todo mundo começou a falar nisso, me bateu uma vontadezinha. Aí, “do nada”, diversas lojas online tiveram seus estoques reabastecidos. Me pareceu um sinal.

Encontrei o console no Mercado Livre (na loja oficial da Nintendo) na quinta-feira, 05/06, dia do lançamento. Com um descontinho maroto no pagamento via PIX, e a promessa de entregar na minha casa no dia seguinte. Deixei ele no meu carrinho, enquanto pensava.

Antes de bater o martelo, mandei um e-mail para a assessoria da Nintendo “jogando um verde”. Disse que havia adquirido um Nintendo Switch 2 sem jogos, que gostaria de fazer uma cobertura sobre o console para a Arkade, e perguntando se eles poderiam nos dar uma forcinha. Pouco tempo depois, chegava na minha caixa de entrada um código para download do Mario Kart World. Outro sinal.

Conseguir o maior jogo exclusivo do lançamento foi o “empurrãozinho” que eu precisava para me decidir. Bati o martelo. Me dei de presente de aniversário o Switch 2. Aliás, comprei na quinta 05/06, recebi na sexta 06/06. Ironicamente, meu console chegou antes que o de muita gente que fez a pré-compra. Não sei de quem é a culpa, mas agradeço aos deuses da logística do ML pela agilidade.

Começando os trabalhos

Liberei o espaço do meu Nintendo Switch 1 na prateleira, e instalei o novo console no lugar dele. Li por aí que era fundamental fazer a migração de dados do 1 para o 2 assim que o sistema me desse esta opção, pois depois isso simplesmente não seria possível. Então, tratei de fazer isso, especialmente para resgatar meus saves de dezenas de jogos.

A interface de navegação é praticamente idêntica à do console anterior, então navegar por ela foi bem intuitivo e familiar. Enquanto Mario Kart World baixava, eu peguei meu cartão de memória repleto de jogos previamente instalados do Switch 1 e coloquei no Switch 2. Decepção: o Nintendo Switch 2 não lê os cartões micro SD “comuns”. Ele demanda cartões mais rápidos (e caros) que eu não tenho — os tais cartões Micro SD Express. Eu não pesquisei isso previamente, e fui pego de surpresa.

Mesmo conseguindo resgatar meus saves do Switch 1, eu não poderia simplesmente jogar meus jogos do Switch 1 no novo console de cara — precisaria baixar tudo novamente. Não que isso seja um grande problema, mas né? É chato não poder usar os cartões Micro SD que já tenho e usava no Switch (tenho 3 cartões).

Isso é triste 🙁

Felizmente, o Switch 2 tem muito mais espaço de armazenamento do que seu antecessor: ele já sai da caixa com 256 GB — 8x mais que o Switch 1 padrão, que tinha apenas 32 GB. Ainda é bem menos que outros consoles atuais, mas, considerando que a maioria dos títulos do Switch são menores, isso (ainda) não é realmente um problema.

Ergonomia e tela

Depois desta pequena decepção, vieram as boas novas: a tela do Nintendo Switch 2 é muito bonita e brilhante. Jogar no modo portátil não é mais jogar uma versão “feia e que roda mal” do jogo. Mesmo não sendo OLED (é LCD), a tela é maior, as cores são vívidas e brilhantes.

Foto em close da tela do Switch 2

Além disso, a tela tem taxa de atualização de 120Hz — o que é bem impressionante –, com suporte a HDR (high dinamic range), VRR (variable refresh rate) e resolução Full HD (1920 x 1080). É uma combinação de respeito para uma tela portátil.

Dockado e conectado à TV, o Switch 2 consegue entregar até 4K de resolução e 60 frames por segundo (em determinados jogo). O novo dock se parece bastante com o anterior, mas é mais fino, e com bordas arredondadas. Ele possui uma ventoinha para refrigeração e promete potencializar a performance do aparelho quando acoplado a ele.

O Switch 2 no dock

Apesar de ser um pouco maior, o Switch 2 é mais fino que seu antecessor. Então, ele não parece pesado, nem desconfortável. O que ainda é um pouco desconfortável são os Joy-Cons. Eles estão um pouco maiores, mas o formato deles não é ergonômico, os botões continuam sendo bem juntinhos… parecem controles pensados para mãos de crianças, que ficam desajeitados nas mãos de um adulto.

Diferença de tamanho do Switch 2 e do Switch 1
Duas gerações de Joy-Cons

No Switch 1, eu resolvi este problema comprando um Split Pad Pro, da HORI. Um par de controles maiores, com botões grandes e formato realmente ergonômico. Infelizmente, eles foram feitos para se encaixarem nos “trilhos” do Switch 1, e não podem ser acoplados nas laterais magnéticas do Switch 2. Mas, se você tem um Switch 1, eu recomendo MUITOaqui tem um link para comprar no ML.

Olha a diferença de tamanho. O Split Pad Pro é de longe o melhor em termos de ergonomia

Aliás, falando nisso, essa forma de acoplar os Joy-Cons no Switch 2 — por meio de ímãs — é muito elegante e funcional. As laterais do console têm imãs que se grudam aos botões laterais SL e SR dos Joy-Cons com um “clac” muito satisfatório.

Jogando o Nintendo Switch 2 Welcome Tour — basicamente um “manual de instruções gameficado pago” –, descobri que estes botões são feitos de aço, e a estrutura do mecanismo de fixação foi pensada para ser firme, e ao mesmo tempo ter uma “folguinha” para evitar que os conectores se quebrem caso se exerça pressão sobre eles. É um trabalho de engenharia de produto bem interessante.

Nintendo Switch 2 Welcome Tour

Eu tinha uns Gold Points sobrando na minha conta, de modo que aproveitei para adquirir o Nintendo Switch 2 Welcome Tour. Acho um absurdo que um conteúdo desses seja vendido — Astro’s Playroom entrega muito mais conteúdo, é de graça e já vem instalado no PS5, mas né? Até aí, a Nintendo nunca foi realmente uma empresa amiga do consumidor.

Eu gosto dessa ideia de “conhecer um console por dentro de forma interativa”, e o Nintendo Switch 2 Welcome Tour é exatamente isso: a interface gamificada é colocada sobre um Nintendo Switch 2 digital, que vamos explorar em perspectiva isométrica, interagindo com pontos de interesse e participando de mini-games e atividades que nos apresentam aos recursos do aparelho.

Não vou entrar em muitos detalhes aqui, mas destacarei alguns pontos que me chamaram a atenção:

O jogo possui totens que nos apresentam novas funcionalidades e pílulas sobre a concepção do Switch 2. Depois que interagimos com estes totens, somos convidados a fazer uma provinha para testar nossos conhecimentos. Não é nada super empolgante, mas é uma forma lúdica de explorar e conhecer os recursos do aparelho.

Os totens trazem curiosidades históricas sobre os consoles Nintendo

O “modo mouse”, uma das novidades do Switch 2, funciona surpreendentemente bem — nem tanto no colo ou na calça como prometeram, mas muito bem em uma superfície lisa, como uma mesa ou bancada.

Basta segurar o controle como se fosse um mouse que ele já reconhece que está em “modo mouse” e passa a responder de acordo (em jogos e áreas compatíveis, claro). O Nintendo Switch 2 Welcome Tour tem mini-games que nos permitem explorar esta funcionalidade, que traz a precisão que se espera de um mouse.

Este é um dos mini-games que testa o modo mouse

A vibração dos controles do Switch 2 (HD Rumble 2) não é tão impressionante quando o feedback háptico do DualSense, mas representa uma evolução notável. O mecanismo atualizado permite que a vibração emita até mesmo sons característicos — no Welcome Tour, descobrimos que o controle é capaz de reproduzir o barulho das moedas do Mario, por exemplo, somente pela frequência da vibração. É bem louco!

Até o novo suporte do console — para que possamos usar o console em modo “semiportátil” — é apresentado e “gamificado” no Nintendo Switch 2 Welcome Tour. Esta nova “perna” oferece um ângulo de abertura bem amplo (até 150 graus), e fica bastante firme em uma superfície estável.

A estrutura é feita de uma liga de alumínio super resistente, e parece ser bem durável. O mais legal é que o console é capaz de identificar o ângulo em que o suporte foi colocado (há um mini-game para isso).

Mario Kart World

Chegamos enfim, ao maior lançamento frist party da Nintendo para seu novo console. Mario Kart World chega com a difícil missão de suceder o mega sucesso Mario Kart 8 Deluxe (e suas quase 70 milhões de cópias vendidas). O jogo não reinventa a roda, mas acrescenta novos temperos à “receita de Mario Kart“, e traz como principal novidade seu “mundo aberto”.

Verdade seja dita, neste primeiro momento, o tal mundo aberto é meio decepcionante. O mapa é vasto, mas não há muito o que fazer nele. Dá para conseguir umas roupinhas novas encontrando sacolinhas douradas e coletar algumas moedas da Peach, mas as missões (acionadas nos grandes botões P espalhados pelo mapa) se resumem a objetivos genéricos curtos, tipo “colete x moedas dentro do tempo limite” ou “passe pelos checkpoints dentro do tempo limite”.

O mais estranho é que este modo exploração só pode ser acessado jogando sozinho — não aceita nem tela dividida local. Eu cheguei a assinar o Nintendo Switch Online para ver se mudava algo, mas o Modo Livre continuou sendo exclusivo para jogatina solo. E, mesmo que seja possível encontrar e passear pelas pistas “reais” do jogo na exploração do mapa, não dá para começar uma corrida durante a exploração — como em Burnout Paradise, por exemplo. É só para conhecer e estudar o traçado, mesmo.

A internet meio que plantou na minha cabeça a ideia de que teríamos algo meio Forza Horizon… mas está bem longe disso. É meio decepcionante, mas tenho um palpite: a Nintendo lançou algo meio “cru” para aproveitar o timing de lançamento do Switch 2, e com o tempo vai aproveitar essa estrutura de mundo aberto para expandir o jogo — e provavelmente permitir a jogatina online, com convites para rachas e outros recursos online.

Mario Kart é um jogo de “cauda longa”, que sem dúvida vai ser aprimorado e expandido ao longo da vida útil do Switch 2. Ele provavelmente vai estar muito mais interessante e recheado daqui a algum tempo… mas, agora, poucos dias após o lançamento do Switch 2, o que ele entrega deixa um pouco a desejar — especialmente pelo absurdo valor cobrado.

Isso não quer dizer que o jogo é ruim: com 24 corredores na pista, as corridas ficam ainda mais caóticas, e as novidades de gameplay — como fazer grind em cabos e corrimãos ou correr pelas paredes — deixam a experiência de dirigir ainda mais divertida.

Além disso, as novas corridas eliminatórias — verdadeiros rallys que interligam 6 pistas e eliminam os 4 últimos colocados a cada checkpoint — são divertidíssimas, e rendem partidas absurdamente disputadas, online e offline. Não é um modo de jogo inovador, mas cai como uma luva em um Mario Kart que dobra o número de pilotos em cada partida.

É só que, em se tratando de um jogo de lançamento, que apoiou boa parte de sua campanha de marketing no modo exploração livre, justamente este modo parece um tanto vazio, solitário e sem propósito. É algo que deve mudar no futuro, mas considerando o preço surreal do jogo base, fica a dúvida: ele vai receber novos conteúdos gratuitos para justificar o preço cobrado? Ou vai ser tudo pago?

Ainda vou jogar mais Mario Kart World nos próximos dias, para trazer impressões mais consolidadas na forma de um review mais detalhado — fique ligado!

Conclusões (iniciais)

E aqui encerro este conteúdo de primeiras impressões sobre o Nintendo Switch 2 e seus primeiros jogos realmente exclusivos. É a primeira vez que embarco no hype de um lançamento da Nintendo (fui adquirir meu Switch 1 cerca de dois anos após seu lançamento), e ainda que o console tenha chegado com poucos exclusivos, seu potencial é enorme — e as vendas estão indo muito bem: foram mais de 3,5 milhões de consoles vendidos nos primeiros 4 dias!

A verdade é que, tal qual como foi com o Switch 1, o Switch 2 não vai ser meu console principal. Ele é o videogame para ser levado em viagens e para rodar exclusivos da Nintendo.

Jogos third party mais parrudos e tudo o que não for exclusivo da Nintendo, eu vou continuar preferindo jogar no Playstation 5 ou no Xbox Series, máquinas indiscutivelmente mais potentes… mas que nunca vão rodar Mario Kart World, ou o vindouro Donkey Kong Bananza, ou Metroid Prime 4.

O Switch segue me ganhando por ser híbrido, versátil, e pela qualidade de seus exclusivos. É por isso que comprei o Nintendo Switch 2… e, também por conta da Síndrome de FOMO para produzir conteúdo para a Arkade, claro!

Essas foram só as primeiras impressões de 3 dias com o console: aguarde por muito mais conteúdo sobre o Nintendo Switch 2 aqui no site! 😉

Rodrigo Pscheidt

Jornalista, baterista, gamer, trilheiro e fotógrafo digital (não necessariamente nesta ordem). Apaixonado por videogames desde os tempos do Atari 2600.

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