Tarcísio prepara pacote contra violência à mulher com primeira comandante da PM-SP

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Segurança pública e alta de feminicídios devem pautar campanha; Patrulha Lilás será criada para atendimento exclusivo

Paulo Guereta / Governo do Estado de SPTarcísio de Freitas
Tarcísio de Freitas

A gestão do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), prepara a divulgação de um pacote de medidas voltadas ao combate à violência contra a mulher nas próximas semanas. A iniciativa ocorre na esteira da nomeação da primeira comandante-geral da Polícia Militar, a coronel Glauce Cavalli, que assume a tropa em cerimônia nesta quarta-feira (29).

Entre as medidas previstas está a criação da chamada Patrulha Lilás, voltada ao enfrentamento da violência contra a mulher em São Paulo. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) finaliza viaturas da PM na cor lilás, com o objetivo de facilitar a identificação e garantir atuação exclusiva nesse tipo de ocorrência.

Para viabilizar o serviço, o governo autorizou a criação de 10 mil vagas DEJEM (Diária Especial por Jornada Extraordinária de Trabalho Policial Militar), destinadas a policiais voluntários — homens e mulheres — que poderão atuar em dias de folga com remuneração extra.

Segundo interlocutores, a inclusão de policiais homens no atendimento tem dois objetivos: ampliar a capacidade de resposta em situações mais violentas envolvendo agressores e acelerar o preenchimento das vagas disponíveis.

O objetivo é cobrir uma demanda de cerca de mil ligações diárias relacionadas à violência contra a mulher que hoje não avançam. Atualmente, a PM recebe aproximadamente 1.500 chamadas por dia, mas apenas um terço resulta na formalização de Boletins de Ocorrência. A Patrulha Lilás deve atuar especialmente nessas ocorrências, percorrendo regiões com maior incidência para identificar causas e evitar novos episódios de violência.

Outras medidas previstas incluem o monitoramento de mulheres vítimas de agressores que utilizam tornozeleira eletrônica — atualmente cerca de 250 casos no estado. Essas vítimas passarão a ser acompanhadas pelas patrulhas.

Além disso, o aplicativo “Mulher Segura” deve ganhar a função “protetor”, permitindo que a vítima indique uma pessoa de confiança para contato direto com a polícia em situações de emergência ou quando não for localizada.

Foco eleitoral

A nomeação da coronel Glauce Cavalli e o reforço em políticas de combate à violência contra a mulher ocorrem em meio ao aumento dos casos de feminicídio em São Paulo e às vésperas das eleições. O tema deve ganhar centralidade na disputa, com a oposição preparando críticas à gestão na área de segurança pública.

O ex-ministro pretende enfrentar temas sensíveis, incluindo denúncias de excessos em abordagens policiais e possíveis infiltrações de organizações criminosas.

No fim de março, o governo de São Paulo anunciou a criação de uma força-tarefa para ampliar a rede de proteção às mulheres e conter o avanço dos feminicídios. A iniciativa reúne o Executivo estadual, o Tribunal de Justiça, o Ministério Público, o Tribunal de Contas e a Defensoria Pública.

Segundo a gestão, há estudos para criar um departamento especializado na investigação de crimes contra mulheres, nos moldes de um possível “DHPP da Mulher”, com atuação integrada.

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.





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