Pai e filha são encontrados mortos em casa na zona leste de São Paulo

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FRANCISCO LIMA NETO E PAULO EDUARDO DIAS
FOLHAPRESS

A Polícia Civil investiga as mortes de pai e filha que foram encontrados já sem vida dentro de casa, na zona leste de São Paulo, na tarde de terça-feira (21).

Thiely Da Silva Alves, 26, e José Ribamar De Sousa Alves, 57, estavam no chão da cozinha da casa em que viviam, na rua Santa Angélica, no Jardim Nair, região da Vila Jacuí.

Não foram informadas as suspeitas para as causas das mortes. Ninguém foi preso até o momento.

Parentes ficaram preocupados depois de não conseguirem contato com as vítimas após sucessivas tentativas, de acordo com a SSP (Secretaria da Segurança Pública), e foram até a casa onde os dois viviam.

A residência estava trancada. Os familiares pularam o muro de um vizinho para acessar o imóvel e encontraram pai e filha caídos. O fogão de quatro bocas estava com as chamas acesas.

A Polícia Militar foi acionada, assim como o Samu, mas as mortes foram confirmadas no local.

Os familiares relataram que Thiely havia contado que tinha brigado com o namorado e terminado com ele dias antes. Ela também disse que tinha brigado com o pai.

Ela morava sozinha no local e o pai tinha ido morar com ela, temporariamente, havia cerca de um mês.

Dois homens que tiveram contato recente com Thiely foram ouvidos por policiais civis. Um deles contou que mantinha um relacionamento com ela há cerca de um mês, mesmo período em que passou a frequentar a residência dela.

Segundo ele, na madrugada de sábado (18), foi até a casa de Thiely, e os dois tiveram uma discussão. Ele afirmou ter adormecido no quintal da residência. Ao acordar, por volta das 3h30, continuaram a discussão. Thiely então pediu para que ele fosse embora.

Ainda conforme o relato, ele retirou alguns objetos pessoais e deixou o local. O homem explicou aos policiais sua rotina ao longo dos dias seguintes e disse que apenas na tarde de terça-feira (21) soube das mortes. Ele afirmou que o último contato com Thiely ocorreu no momento em que deixou o imóvel.
O homem disponibilizou voluntariamente o celular e a senha do aparelho.

Outro homem ouvido pela polícia disse que namorou Thiely por seis anos. O término do relacionamento ocorreu há cerca de dois meses. Ele afirmou que sabia do novo namorado da jovem e que a viu pela última vez por volta das 23h de sábado (18). Os dois permaneceram por algumas horas em uma praça, onde comeram e beberam vinho. Ele deixou o local por volta de 1h de domingo (19).

Perto das 3h, teria recebido um áudio de Thiely informando que estava “lidando com um problema no portão”. Segundo ele, ao fundo da gravação foi possível ouvir a voz do atual ficante da jovem gritando com ela.

O homem relatou aos policiais que se ofereceu para ir ao local prestar auxílio, mas Thiely teria recusado a ajuda. Segundo o depoimento, ele apagou todas as mensagens da ex-companheira e não tem mais acesso ao áudio. Contou ainda que, na manhã seguinte, após seu pai realizar por engano uma transferência via Pix para a conta de Thiely, tentou contato com ela diversas vezes. Diante da ausência de resposta, passou a estranhar o desaparecimento e entrou em contato com uma prima da vítima.

A delegada responsável pelo caso entendeu, em um primeiro momento, que houve homicídio, mas com circunstâncias ainda imprecisas. Em trecho do documento diz que a análise dos elementos informativos coletados até então revela versões contraditórias entre os envolvidos, além da ausência, naquele momento, de testemunhas presenciais e de outros elementos probatórios capazes de embasar, com segurança, indícios suficientes de autoria.

A perícia foi acionada e o caso registrado como homicídio no 63° Distrito Policial (Vila Jacuí), que requisitou assessoramento do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa). As investigações estão em andamento para esclarecer o caso, de acordo com a SSP.



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