Grêmio enfrenta denúncia no STJD e pode sofrer punições por caso no Gre-Nal

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Barbara Fonseca nova executiva de futebol do Grêmio
Imagem: Caroline Motta / Grêmio FBPA

Grêmio é denunciado pelo STJD após suposto caso de racismo em Gre-Nal feminino

O Grêmio foi denunciado pelo STJD nesta segunda-feira (13) pelo suposto caso de racismo ocorrido no Gre-Nal feminino do dia 28 de março, válido pelo Brasileirão, no Sesc Protásio Alves, em Porto Alegre.

A denúncia também inclui Bárbara Fonseca, executiva de futebol feminino do clube. O caso teve origem após o torcedor Vinícius Nascimento da Cruz, de 34 anos, relatar ter sido alvo de ofensa racial durante a partida.

Segundo o relato, ele teria ouvido a expressão “macaco, filho da p*” durante o confronto.

STJD aponta testemunhas e pede punições severas

De acordo com o STJD, a versão apresentada por Vinícius Nascimento da Cruz foi corroborada por testemunhas. Duas pessoas confirmaram a narrativa da suposta vítima.

Com base nisso, o Tribunal enquadrou o caso no artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que trata de atos discriminatórios.

A denúncia prevê punições pesadas. Bárbara Fonseca pode ser suspensa por até 360 dias, além de receber multa de até R$ 100 mil.

O STJD também solicitou a suspensão preventiva da dirigente, alegando risco de instabilidade institucional antes do julgamento.

Grêmio pode perder pontos e mando de campo

O Grêmio também corre risco de sofrer sanções esportivas relevantes no Brasileirão Feminino. Entre as possíveis punições estão:

  • Perda de até três pontos na competição
  • Multa de R$ 100 mil
  • Jogos com portões fechados

Além disso, o STJD indica a obrigação de o clube reforçar medidas de prevenção contra atos discriminatórios em seus eventos.

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Clube e dirigente negam acusações

Em manifestação oficial, o Grêmio classificou as acusações como “inverídicas”. A posição institucional reforça que não houve conduta discriminatória por parte de integrantes do clube.

Bárbara Fonseca também se pronunciou publicamente. A dirigente afirmou que foi acusada “de forma inverídica e leviana” e negou qualquer manifestação de cunho racial.

Testemunhas ligadas ao Tricolor, incluindo membros da segurança e do staff, apresentaram versão semelhante, afirmando que não houve ofensa.

Próximos passos do processo

Com a denúncia formalizada, o presidente do STJD irá designar um relator e marcar a data do julgamento. O caso segue agora para análise colegiada, etapa que definirá se haverá punição ao Grêmio e à dirigente.

A decisão terá impacto direto no Brasileirão Feminino e pode influenciar o ambiente institucional do clube nas próximas semanas.



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