Epic Games demite mais de 1.000 funcionários após queda de Fortnite

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A Epic Games, responsável por fenômenos como Fortnite e pela loja digital Epic Games Store, anunciou a demissão de mais de mil funcionários em meio a uma queda significativa no engajamento do seu principal título.

O comunicado foi assinado pelo CEO Tim Sweeney e enviado diretamente aos colaboradores antes de ser tornado público. Segundo ele, o desempenho de Fortnite começou a cair ao longo de 2025 e não conseguiu se recuperar, pressionando a empresa a tomar decisões difíceis para equilibrar as finanças.

Modos de jogo serão encerrados

Além das demissões, a Epic também confirmou mudanças importantes dentro de Fortnite. Três modos recentes serão desativados: Corrida de Foguetes, Balística e o Palco de Batalha do Festival (modo PvP do Fortnite Festival).

A empresa reconheceu que nem todas as novidades conseguiram conquistar o público como esperado. Enquanto Corrida de Foguetes segue disponível até outubro de 2026, os outros dois modos serão encerrados já em abril, com a atualização 40.20 do jogo.

Crise vai além da Epic

Sweeney também apontou fatores mais amplos para justificar a decisão, como a desaceleração da indústria de games e a queda nas vendas de consoles. Além disso, o alto custo de manter Fortnite atualizado em múltiplas plataformas — incluindo PC, consoles e dispositivos móveis — tem pesado no orçamento.

Apesar de rumores frequentes no setor, o executivo fez questão de esclarecer que as demissões não estão relacionadas ao uso de inteligência artificial. Segundo ele, a empresa pretende continuar investindo em desenvolvedores para criar novas experiências.

Polêmicas recentes agravam cenário

Nos últimos meses, a Epic já vinha enfrentando críticas da comunidade após reajustar o preço dos V-Bucks, moeda virtual do jogo. A mudança reduziu a quantidade adquirida pelo mesmo valor, gerando forte repercussão negativa entre os jogadores.

Curiosamente, a nova temporada de Fortnite foi lançada recentemente, no dia 19 de março, marcando também o retorno do game à loja Google Play — um movimento que indicava uma tentativa de recuperação.

A situação da Epic não é isolada. Diversas empresas do setor vêm promovendo cortes desde o início do ano. Estúdios ligados a franquias conhecidas como Tomb Raider, Battlefield e até a gigante Ubisoft também realizaram demissões recentemente.



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