Seleção brasileira de 1970 entra em novo ranking como a melhor de todos os tempos

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O Santos de Pelé e a equipe nacional de 1982 também aparecem na lista de uma revista inglesa

ARQUIVO/ESTADÃO CONTEÚDOTime posado da Seleção do Brasil que enfrentou a Inglaterra no estádio Jalisco, no México México, Guadalajara, 07/06/1970. Time posado da Seleção do Brasil que enfrentou a Inglaterra no estádio Jalisco, no México. Da esquerda para a direita, de pé: Carlos Alberto; Brito, Piazza, Félix, Clodoaldo e Everaldo. Agachados: Jairzinho, Rivelino, Tostão Pelé e Paulo Cesar Caju.

Não é a primeira vez que uma publicação internacional coloca o Brasil campeão em 1970 como o melhor time do mundo. Qualquer ranking é sempre motivo de discussão, mas a seleção nacional que venceu a Copa, no México, segue reverenciada. A revista inglesa FourFourTwo divulgou uma lista com cinquenta clubes ou seleções. 

Depois da equipe comandada por Zagallo, aparecem o Milan, da Itália, do período entre 1987 e 1991, e o Barcelona, da Espanha, de 2008 a 2011. De acordo com a publicação, mais três brasileiros estão destacados: o Santos de Pelé, de 1955 a 1962, em décimo lugar, a seleção nacional, de 2002 a 2004, na vigésima segunda posição, e, por fim, o inesquecível esquadrão de Telê Santana que disputou a Copa de 1982, em trigésimo sétimo lugar. 

Pessoalmente, sou suspeito para falar no Brasil de 1970. Apesar de ter nascido seis anos depois, a equipe comandada por Zagallo sempre foi uma obsessão em minhas pesquisas sobre futebol. A Copa, disputada no México, é considerada até hoje a melhor da história. Foi esse o resultado de uma pesquisa feita nos anos 2000 pela revista World Soccer, do Reino Unido. O mesmo levantamento apontou a seleção do tricampeonato como a melhor da história e a partida da semifinal, entre Itália e Alemanha (4×3), como o jogo do século 20. 

O time formado por estrelas como Pelé, Tostão, Jairzinho, Gérson, Rivellino, Clodoaldo, Carlos Alberto Torres encantou o mundo, venceu todas as seis partidas disputada e marcou dezenove gols. Recorro aqui a uma ópera para fechar esse texto. Nessun Dorma quer dizer “ninguém durma”, em italiano, e é o nome do último ato da ópera Turandot (1926), de Giacomo Puccini. Conta a história da proclamação da princesa Turandot, determinando que ninguém deve dormir, pois todos têm de passar a noite tentando descobrir o nome do príncipe desconhecido. 

Mas, afinal, o que isso tem a ver com a seleção de 1970? O time brasileiro era uma orquestra afinada, encantava a torcida e até hoje enche os olhos de quem assiste aos lances inesquecíveis que podem ter, como música de fundo, Nessun Dorma, uma belíssima e emocionante composição, capaz de ser executada apenas por uma orquestra muito afinada. Quem assistiu à decisão da Copa de 1970 se emocionou da mesma forma como quem ouve a apoteose de Nessun Dorma.

Em 2011, fiz uma série especial levada ao ar pela Jovem Pan chamada Vozes do Tri. Espero que gostem. 

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.





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