Deputados celebram classificação de facções como terroristas pelos EUA e cobram resposta do Brasil

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Em reação imediata ao anúncio dos Estados Unidos, deputados defenderam a medida e cobraram postura mais dura do governo Lula contra o crime organizado

Deputados federais reagiram positivamente à decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas transnacionais. Em declarações concedidas à Jovem Pan horas após o anúncio de Washington, parlamentares aproveitaram a ocasião para criticar a postura do governo federal brasileiro diante do crime organizado.

Essas facções que o crime organizado vem tomando conta da sociedade, não são mais só o tráfico de droga. Também virou um narco-estado, fazendo com que empresários e moradores sejam todos reféns”, afirmou o deputado Rodrigo da Zaeli (PL-MT). Ele citou o avanço das organizações criminosas no próprio Mato Grosso: “Estamos vendo o avanço dessas organizações tomando conta de postos de combustível, conveniências, tabacarias, em grande escala.”

O deputado Capitão Alden (PL-BA) foi além na análise. “O mundo começou a enxergar o que muitos políticos brasileiros ainda resistem em admitir: facção criminosa não é apenas tráfico de drogas. É poder paralelo, controle territorial, intimidação social e imposição do medo. Em muitas regiões, o cidadão já não vive sob a autoridade do Estado, mas sob a ordem do crime”, declarou.

Para o deputado Coronel Assis (PL-MT), a medida era necessária e esperada. “O governo americano toma uma atitude que tinha que ser tomada”, disse o parlamentar, acrescentando que, na sua avaliação, o governo Lula historicamente resistiu a esse tipo de enquadramento.

O deputado Messias Donato (UB-ES) destacou a gravidade da ameaça. “Quando uma facção criminosa espalha terror, controla territórios e desafia o poder do Estado, não estamos falando de crime comum. A decisão dos Estados Unidos evidencia a gravidade da ameaça representada pelo PCC e pelo Comando Vermelho e reforça a necessidade de uma resposta firme e coordenada contra o crime organizado”, afirmou.

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.





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