Zuckerberg diz que entrada na computação em nuvem é possível

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Mark Zuckerberg, CEO da Meta, afirmou que a empresa pode entrar no mercado de computação em nuvem se acabar com capacidade excedente após investimentos em data centers. A declaração foi feita durante a reunião anual de acionistas da Meta nesta quarta-feira (27), em resposta a uma pergunta sobre competir com Amazon e Microsoft no setor.

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Definitivamente está na mesa“, disse Zuckerberg, reiterando comentários feitos em um anúncio de resultados no ano passado. Ele observou que, “quase toda semana, há diferentes empresas que vêm até nós de fora perguntando se podemos criar um serviço de API ou perguntando se temos capacidade computacional que eles poderiam comprar de nós com algum prêmio sobre o que compramos”.

Logo da Meta em um prédio
Zuckerberg disse que várias empresas pedem para que a Meta crie sua própria API ou que ceda sua capacidade computacional excedente – Imagem: Skorzewiak/Shutterstock
  • Dos quatro grandes hyperscalers estadunidenses, a Meta é a única que não possui um negócio de infraestrutura e serviços de nuvem;
  • Enquanto isso, os gastos da Meta para impulsionar o desenvolvimento de inteligência artificial (IA) estão no mesmo nível de seus rivais;
  • Em abril, a Meta elevou sua projeção de gastos de capital relacionados à IA para 2026, passando de uma faixa anterior de US$ 115 bilhões a US$ 135 bilhões (R$ 583,5 bilhões/R$ 685 bilhões) para entre US$ 125 bilhões e US$ 145 bilhões (R$ 634,3 bilhões/R$ 735,8 bilhões);
  • As ações da Meta caíram 7%, apesar de resultados do primeiro trimestre acima do esperado, destacando preocupações sobre os pesados gastos em IA da empresa.

Zuckerberg lembrou Wall Street de que a empresa tem a capacidade de alugar alguns de seus recursos computacionais. “Não fizemos isso ainda porque achamos que temos uso para a capacidade computacional”, afirmou o CEO nesta quarta.

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“Obviamente, se chegarmos a um ponto em que sentimos que construímos demais, então essa é uma opção que temos, e isso é parcialmente o que nos dá confiança em investir na construção disso”, acrescentou.

Planos para assistentes de IA e monetização

Zuckerberg também discutiu os planos da empresa envolvendo assistentes pessoais alimentados por IA, esforço que ele detalhou brevemente em uma reunião de resultados com acionistas de abril após o lançamento do modelo Muse Spark AI da Meta.


“As pessoas serão mais importantes no futuro, não menos, e, como as pessoas inevitavelmente querem obter mais desses agentes, haverá uma oportunidade de cobrar por versões premium ou de alta capacidade computacional”, disse Zuckerberg.

Embora a Meta ofereça alguns recursos relacionados à IA no WhatsApp para empresas, esses serviços são atualmente gratuitos. Zuckerberg disse que a empresa está trabalhando no “estabelecimento de um modelo de monetização de longo prazo também”.

Logo do Meta AI em um smartphone
Meta AI vai começar a ser serviço pago – Imagem: jackpress/Shutterstock

Primeiros serviços pagos de IA

Ainda nesta quarta, a Meta revelou que começará a testar serviços de assinatura mensal para seu aplicativo e site Meta AI, marcando a primeira vez que a empresa cobrará dos usuários por recursos de IA. Leia tudo sobre isso aqui.

Zuckerberg disse, na reunião de acionistas do ano passado, que, conforme a Meta AI melhora, a empresa poderia oferecer “um serviço de assinatura para que as pessoas possam pagar para usar mais capacidade computacional”.

Rodrigo Mozelli

Rodrigo Mozelli

Rodrigo Mozelli é jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP) e, atualmente, é redator do Olhar Digital.




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