EUA e Irã avançam em acordo para encerrar conflito e reabrir Estreito de Ormuz

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Secretário de Estado americano, Marco Rubio, sinalizou ‘boas notícias’ enquanto Teerã condiciona pacto à suspensão de sanções e interrupção das hostilidades no Líbano

Divulgação / AFPFumaça sobe após um ataque israelense à vila de Zawtar al-Charkiyeh, no sul do Líbano, neste domingo (24)
Fumaça sobe após um ataque israelense à vila de Zawtar al-Charkiyeh, no sul do Líbano, neste domingo (24)

Os Estados Unidos e o Irã aproximam-se de um entendimento histórico para encerrar a guerra no Oriente Médio e estabilizar o mercado global de energia. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que o mundo pode “receber boas notícias” em breve, após o presidente Donald Trump anunciar que um acordo, que inclui a reabertura do Estreito de Ormuz, foi “em grande parte negociado”.

Apesar do otimismo de Washington, Teerã adota cautela. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, confirmou uma “tendência de reaproximação”, mas ressalvou que isso não garante consenso imediato sobre todos os temas sensíveis. Segundo Baqaei, a intenção iraniana é firmar um memorando de entendimento inicial, com um acordo final previsto para os próximos 30 a 60 dias.

A desnuclearização continua sendo o ponto de maior divergência. Enquanto o New York Times relata um suposto compromisso de Teerã em abrir mão de seu estoque de urânio altamente enriquecido, as agências estatais iranianas Fars e Tasnim negam qualquer concessão imediata.

De acordo com a mídia iraniana, o país não se comprometeu a remover equipamentos ou fechar instalações nesta fase. O governo de Teerã defende que questões nucleares sejam tratadas em discussões separadas, em uma rodada de negociações prevista para ocorrer em até 60 dias após a assinatura do pacto inicial.

Reabertura do Estreito de Ormuz

A reabertura do Estreito de Ormuz, via marítima vital por onde circula grande parte do petróleo mundial, é o ponto central para os EUA. Trump assegurou que a passagem será liberada, o que traria alívio imediato aos mercados globais.

Contudo, fontes iranianas indicam que o controle estratégico da via não retornaria ao status anterior à guerra. O Irã exige que o bloqueio naval norte-americano aos seus portos seja totalmente suspenso em 30 dias, mantendo a exigência de que embarcações estrangeiras obtenham permissão militar para transitar pela região.

Sanções dos EUA

A viabilidade do acordo depende da frente econômica. O Irã condiciona o acordo à liberação imediata de ativos financeiros congelados por sanções dos EUA. Fontes ligadas ao governo iraniano afirmam que não haverá avanço sem o acesso, ao menos parcial, a esses recursos já na primeira etapa do cronograma.

Ademais, o pré-acordo prevê que os Estados Unidos suspendam temporariamente as sanções sobre petróleo, gás e produtos petroquímicos durante o período de negociação formal.

Impacto no Líbano

O governo iraniano insiste que qualquer cessar-fogo deve ser abrangente, incluindo a frente libanesa, onde Israel mantém operações frequentes contra o Hezbollah. A expectativa de Teerã é que o memorando de entendimento force uma suspensão das hostilidades em todas as frentes regionais.

“Decidimos priorizar a questão urgente para todos: acabar com a guerra em todas as frentes, inclusive no Líbano”, declarou Baqaei, sinalizando que a estabilidade regional é a prioridade imediata que precede o debate nuclear.





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