A nova preocupação envolvendo Neymar virou assunto nacional logo após Carlo Ancelotti anunciar a lista da Seleção, na semana assada. Bastou o Santos confirmar um edema na panturrilha direita do camisa 10 para surgir a avalanche de críticas e especulações.
Mas, na avaliação de um dos maiores especialistas em ortopedia do país – ouvido pela coluna Futebol Etc – o quadro está longe de representar ameaça concreta à presença do jogador na Copa.
O médico Roger Amorim Santos Diniz, mestre pela Unifesp, ex-membro da Cleveland Clinic-EUA, explica que a tendência é de recuperação rápida.
“O Neymar sofreu um edema pequeno de aproximadamente dois milímetros. É um acúmulo de líquido por esforço físico. Isso responde muito bem ao tratamento e ao repouso e o prazo estimado de recuperação gira entre três e cinco dias, sem indícios de lesão grave. Provavelmente não vai atrapalhar a apresentação à Seleção. É uma situação controlável e comum em atletas de alta carga”, afirma o especialista.

Essa avaliação reduz o clima de tensão. Além disso, o Santos deve preservar Neymar para evitar desgaste antes da Copa.
Perguntado pela coluna sobre o histórico lesões de Neymar, que o transforma, aparentemente, num “atleta frágil”, Róger Diniz explica:
“O estilo de jogo dele favorece esse tipo de trauma. Ele sofre muitas faltas. É um jogador extremamente visado. Ele segura muito a bola, tem um drible muito curto, então isso proporciona que os defensores se aproximem muito rápido e também sofre muita falta. Você pode ver que a maioria das lesões que ele já teve foi tudo em membro inferior, joelho, perna, fratura do metatarso, lesão do tornozelo. Então é um indivíduo que é muito caçado em campo”, complementa.
Enquanto a discussão esquenta nas redes, a análise médica aponta um cenário mais ou menos tranquilo. E Ancelotti trabalha com a convicção de que terá Neymar em condições normais para ajudar o Brasil na busca pelo hexa, a partir desta quarta-feira (27), na Granja Cmary.
