Neste final de semana, também aconteceu o primeiro evento de MMA da MVP Promotions, empresa de Jake Paul, com parceria com a Netflix. E o card teve como atração principal o duelo de retorno de Ronda Rousey ao mundo das lutas, enfrentando Gina Carano em duelo de veteranas e pioneiras no esporte.
E quem esperava até mesmo uma luta até mais parelha, diante do longo tempo em que ambas estiveram fora de ação, pode ter se decepcionado. Ao estilo que a fez se tornar a primeira grande campeã do UFC, a ‘Rowdy’ demorou apenas um quarto de minuto (15 segundos) para prevalecer via sua arma favorita; a chave de braço.
Mal a luta começou e Ronda já levou a luta para o chão conseguindo a montada e indo para o ground and pound até aparecer a chance de catar o braço de Carano. Sem hesitar, a ex-campeã do Ultimate encaixou a chave de braço e obteve a vitória praticamente sem suar.
– A Gina foi a pessoa que me fez vir para o MMA. E ela foi a pessoa que me trouxe de volta. Ela é a minha heroína. Ele me trouxe de volta quando ninguém conseguiu. Você mudou o meu mundo e nós juntas mudamos o mundo – disse Rousey após a luta.
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Outras atrações
Além do retorno triunfal de Ronda Rousey, outras grandes atrações marcaram o primeiro evento da parceria MVP/Netflix. No co-main event, dois dos lutadores mais controversos das artes marciais mistas, Nate Diaz e Mike Perry se enfrentaram, com o ‘Platinum’ sendo o ‘senhor’ da luta durante o tempo que ela durou. Em certos momentos a luta chegou a ser equilibrada e Diaz até, no começo do ano, arriscou a chance de finalizar, mas Perry foi quem mais teve sucesso na trocação, pegando melhor com seus socos e até com joelhada. No intervalo do segundo para o terceiro round, diante dos vários cortes sofridos pelo californiano, seu córner jogou a toalha e Mike Perry foi sagrado vencedor do duelo.
Francis Ngannou teve pela frente o brasileiro Philipe Lins e rapidamente mostrou o poder de seus socos, tendo o controle da luta na trocação. Philipe até buscou um pouco tentar segurar via grappling o camaronês, mas o ex-campeão peso-pesado do UFC continuou a ter os golpes mais potentes e um ‘gancho’ de esquerda na parte final do primeiro round acabou selando a vitória de ‘The Predator’.
Outros brasileiros
Mais três brasileiros se enfrentaram no evento da MVP/Netflix liderado por Ronda Rousey e Gina Carano. Junior Cigano enfrentou o cubano Robelis Despaigne e teve sucesso com chutes na perna do rival no começo da luta. Mas quando Despaigne mandou uma ‘bomba’ de direita que balançou o ex-campeão do UFC, o caminho ficou aberto para mais dois socos potentes que resultaram no nocaute de Cigano.
A luta entre Adriano Moraes e Phumi Nkuta teve um final polêmico. O brasileiro, que teve grande sucesso e foi campeão no ONE, havia tentado uma joelhada voadora, mas o rival acabou indo para o chão e Adriano rapidamente foi buscar a finalização nos segundos finais. Nkuta resistiu o quanto pode, mas quando o gongo soou e a luta foi encerrada, acabou sendo ‘apagado’ pelo mata-leão do brasileiro. Alguns replays do momento da finalização mostravam que o ex-ONE havia mantido a finalização mesmo com o sinal do fim da luta. Como não foi possível determinar quando Nkuta ‘apagou’, o ‘VAR’ teve que ser usado para rever o lance e, após disto, determinar que o americano havia sido finalizado antes do fim do combate, assim dando a vitória ao brasileiro.
Quem também lutou no evento foi Aline Pereira. Com a presença de seu irmão, Alex Poatan, em seu córner, a brasileira fez uma luta bastante equilibrada com a canadense Jade Masson-Wong, começando com desvantagem diante de uma rival que usava bem do jogo de quedas e do grappling, especialmente no primeiro round. Mas assim que conseguiu encaixar melhor os golpes em pé, Aline passou a equilibrar as ações até o fim, vencendo na decisão dos juízes.

