‘Imaginou que seria separado de nós’: filho de nadadora olímpica sofre ataque xenofóbico na escola

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A ex-nadadora olímpica Joanna Maranhão revelou que seu filho Caetano, de seis anos, foi alvo de xenofobia em uma escola em Potsdam, no leste da Alemanha, onde a família mora há três anos e meio. Um colega ameaçou chamar a polícia para deportar os pais da criança, deixando o menino aterrorizado com a possibilidade de ser separado da família.

A professora responsável pela turma confirmou à ex-atleta que o pai do aluno agressor seria apoiador do AfD, partido de extrema-direita alemão conhecido por sua postura anti-imigração. Diante do episódio, a escola prometeu abordar o tema com os alunos e reforçar suas políticas antirracistas.

Para lidar com a situação, Joanna optou por um gesto de acolhimento: ajudou Caetano a levar bolinhos para toda a sala, incluindo o colega envolvido no incidente. A ex-nadadora, porém, admite seguir preocupada com as interações entre as duas crianças.

Filho de Joanna Maranhão sofre ataque xenofóbico em escola na Alemanha (Foto: Reprodução/Instagram @jujuca1987)
Filho de Joanna Maranhão sofre ataque xenofóbico em escola na Alemanha (Foto: Arquivo Pessoal/Rede social @jujuca1987)

Em entrevista à BBC News, Maranhão foi direta ao falar sobre o papel da escola no caso é ter um ambiente que possa salvar e resgatar a criança e não torna-la em um pequeno nazista. Para ela, o episódio vai além da xenofobia e carrega também um componente racial, já que Caetano não possui o fenótipo padrão alemão o pai, o ex-judoca Luciano Corrêa, é negro, enquanto ela é parda.

O caso, no entanto, não é inédito para a família. Luciano já enfrentou situações de racismo tanto na Alemanha quanto na Bélgica, país onde o casal viveu antes de se mudar para Potsdam. Joanna Maranhão representou o Brasil em quatro edições dos Jogos Olímpicos Atenas 2004, Pequim 2008, Londres 2012 e Rio 2016; e acumula oito medalhas em Jogos Pan-Americanos ao longo da carreira.

Fora das piscinas, a ex-atleta se tornou uma das vozes mais ativas na luta pelos direitos humanos no esporte. Em 2008, revelou ter sido vítima de abusos por um ex-treinador na infância, tornando-se protagonista na criação da Lei Joanna Maranhão, sancionada em 2012, que dispõe sobre crimes de pedofilia. Atualmente, integra a organização Sport & Rights Alliance, que atua em defesa dos direitos humanos no esporte mundial.











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