‘História tosca’: Eduardo Bolsonaro nega ter recebido recursos ligados a Vorcaro

0
2


O ex-deputado federal rebateu em suas redes sociais a suspeita de que o banqueiro custeou suas despesas nos Estados Unidos

Pedro França / Agência SenadoEduardo Bolsonaro
Eduardo Bolsonaro disse que o caso trata-se de uma ‘tentativa de assassinato de reputação’

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro negou nesta quinta-feira (14) ter recebido recursos enviados pelo dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, a fundo controlado por seus aliados e sediado no Texas, nos Estados Unidos. Por meio de publicação em suas redes sociais, o parlamentar cassado afirmou que a “história é tosca” e trata-se de uma “tentativa de assassinato de reputação”.

Na publicação, Eduardo compartilhou uma notícia do jornal Folha de S. Paulo, na qual informava que a Polícia Federal (PF) suspeita de que recursos ligados ao banqueiro foram usados para custear as despesas do ex-deputado nos Estados Unidos.

Segundo reportagem da agência de notícias Intercept Brasil, que revelou troca de mensagens entre o senador e pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e Vorcaro, o dono do Master fez repasse ao Havengate Development Fund LP por meio da Entre Investigações e Participações. O fundo é ligado à produção do filme “Dark Horse”, que contará a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.

De acordo com a reportagem do Intercept Brasil, o agente legal do Havengate Development Fund LP é o escritório de advocacia de Paulo Calixto, advogado de Eduardo.

Em sua publicação, Eduardo disse que o escritório de Calixto cuida da “gestão burocrática, financeira e legal dos recursos” do projeto cinematográfico. O ex-parlamentar relatou ainda ter apresentado o advogado ao deputado federal e produtor executivo do filme, Mario Frias (PL-SP).

Leia a íntegra do posicionamento de Eduardo Bolsonaro

1- A história de que recebi dinheiro do fundo de investimento não se sustenta e é tosca. Meu status migratório não permitiria, se isso tivesse acontecido, o próprio governo americano me puniria. No meu processo migratório, expliquei às autoridades americanas toda a origem dos meus recursos e não tive qualquer problema, porque aqui não vigora um regime de exceção. Não exerci qualquer posição de gestão ou emprego no fundo, apenas cedi meus direitos de imagem.

2- Falam do advogado que cuidou de todos os detalhes como se ele fosse um mero escritório de migração, não é. O advogado tem mais de 40 anos de experiência, mestrado e doutorado. Seu escritório atua em gestão de patrimônio e fundo de investimento há mais de uma década. A parte de migração é apenas um departamento deles, devido à necessidade de clientes de alto nível migrar o capital e residência para o local de seus investimentos.

3- Nós não somos donos do filme, mas sim os mais de uma dezena de investidores. O escritório cuida apenas da gestão burocrática, financeira e legal dos recursos. Apresentei ele ao Mário, que estava procurando investidores para o filme, por saber da sua competência. Gostariam que apresentassem advogados petistas que não conheço?

4- O filme não é um produto inexistente ou um serviço fake de advocacia, é um produto real com grandes estrelas.

5- Todos os investimentos foram feitos nos EUA porque a produção foi americana, com atores americanos. Além do mais, devido ao estado de exceção, ninguém se arriscaria a investir num filme do Bolsonaro no Brasil, pois seria devidamente perseguido pelo regime e atrelado como financiador de golpe, como faziam. Investimento nos EUA garantem segurança jurídica em uma jurisdição séria.

6- Que tipo de vantagem nossa família poderia dar na época além de perseguição da tirania? Meu pai preso, eu exilado e meu irmão sequer sonhava em ser candidato? Vocês tentam sugerir que havia outro interesse, qual interesse poderia existir em uma época em que todos nos consideravam liquidados?

7 – Tudo não passa de uma tentativa tosca de assassinato de reputação, que tenta atrelar ilicitude em patrocínio para um filme.





Source link

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here