
Luís Castro se manifesta após derrota do Grêmio para o Flamengo e admite dificuldades da equipe
A derrota do Grêmio para o Flamengo voltou a aumentar a pressão nos bastidores e deixou a torcida com mais dúvidas do que respostas. Após o apito final, o técnico Luís Castro concedeu entrevista coletiva e falou sobre o desempenho da equipe, as dificuldades apresentadas durante a partida e o momento vivido pelo Tricolor na temporada. O comandante também comentou decisões tomadas ao longo do jogo e tentou explicar os problemas que mais irritaram os gremistas dentro de campo.
- “O Flamengo foi superior a nós. Se na primeira parte ainda conseguimos ter chegadas, não foram chegadas de forma a chegar ao golo, mas eles mesmos, nesse período, foram muito controladores do jogo.”
- “O Campeonato Brasileiro é um campeonato diferente de todos. Nós, no Z4, temos 17 pontos e estamos a três pontos do sétimo, que tem 20. Com uma vitória estaríamos em sétimo, com uma derrota estamos abaixo do Z4.”
- “É uma situação dura, porque não é a classificação que queríamos neste momento, longe disso, mas é a nossa realidade neste momento.”
- “Tínhamos vindo numa série em que a equipa teve uma boa retoma, com cinco jogos sem sofrer gols, mas hoje os outros resultados e o nosso resultado atiram-nos para o Z4.”
- “Quando uma equipe como o Flamengo, candidata ao título do Brasileiro, candidata a ganhar tudo, acho que nós preferimos olhar para nós e perceber as nossas dificuldades, perceber para onde é que podemos crescer.”
- “Competimos, mas aquilo que nós fizemos no jogo não conseguiu bater aquilo que é a superioridade deles. Acho que isso ficou evidente no jogo.”
- “Tenho a convicção, e quando faço as coisas faço com convicção, de que quando nós adotamos o sistema e mudamos de estrutura, estamos a pagar a fatura daquilo que passamos lá mais atrás.”
- “Esses pontos agora nos fazem falta. Houve equipes que ganharam pontos no início e agora, mesmo perdendo, ficam mais confortáveis na tabela. Ninguém está confortável na tabela. Eu sei disso.”
- “Este jogo é claramente um jogo em que o adversário é melhor. Foi melhor ao longo de todo o jogo. É um grande candidato ao título do Brasileirão. Demonstrou em campo essa capacidade.”
- “Já jogámos em 4-3-3 com um volante e dois homens à frente, já jogámos com dois volantes e um número 10, já jogámos com cinco atrás, que é o que estamos jogando agora, com dois laterais bem projetados.”
- “É confortável estarmos no Z4 e trabalhar assim? Não, não é confortável. É muito desconfortável. Sentimos uma pressão grande de estarmos ali, um ponto acima ou dois do Z4.”
- “Se me dissesses assim: ‘Mas estás em 13º ou 17º e tens os mesmos pontos que o 15º’. É desconfortável na mesma. Aquela é uma zona de desconforto. Nós treinadores sentimos um desconforto enorme.”
- “O Flamengo coloca muita gente por dentro, como ficou evidente ao longo do jogo. Nós já sabíamos que isso ia acontecer e precisávamos ter uma proteção grande na nossa linha. Mesmo assim, sofremos bastante ao longo da partida.”
- “Não gosto de falar dos jogadores ausentes, mas, falando de futebol, o Arthur é um jogador que prende a bola e aumenta a porcentagem de posse. Ele consegue tirar a equipa dos 27% e colocar nos 30%, num jogo como este.”
- “A estratégia para o jogo era projetar e variar o corredor, porque sabíamos que o Flamengo nos daria o corredor contrário. Só que não tivemos capacidade para ter a bola e virar o jogo para esse lado.”
- “O Mec e o Amuzu eram para receber o jogo entre linhas, mas, a partir do momento em que a posse de bola deles nos empurrava para o último terço do campo, ficou muito difícil.”
- “Costuma-se dizer que, se o dinheiro ganhasse jogos, colocávamos um saco dentro do campo e o saco ganhava o jogo. Não é isso. São seres humanos e uma equipa que está a construir um elenco com uma nova organização.”
