Estatísticas da seleção: os maiores goleadores do Paraguai em mundiais

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Apenas um jogador na história do país sul-americano conseguiu ultrapassar a marca de dois gols disputando a principal competição da FIFA.

Daniel DUARTE / AFPbrasil x paraguai
O desafio para a nova geração paraguaia

Se você acompanha dados históricos do futebol e estatísticas de torneios, saiba quem é o maior artilheiro do Paraguai na história das copas do mundo: o ex-atacante Nelson Cuevas. Conhecido pelo apelido de “Pipino”, o jogador soma três gols na competição, anotados nas edições de 2002 (Coreia do Sul e Japão) e 2006 (Alemanha). Ele superou diversas lendas do futebol paraguaio e, até os dias de hoje, reina de forma isolada no topo desta lista de goleadores.

A consagração de Nelson Cuevas no segundo tempo

O recorde absoluto de Cuevas é ainda mais impressionante quando analisamos o seu papel tático na equipe: ele era frequentemente acionado na etapa final das partidas. O atacante construiu sua marca histórica atuando como um verdadeiro talismã da Albirroja.

Na edição de 2002, o Paraguai precisava vencer a Eslovênia por uma diferença de pelo menos dois gols na última rodada da fase de grupos para conseguir avançar às oitavas de final. Cuevas entrou em campo no segundo tempo e marcou dois gols cruciais, garantindo a heroica vitória por 3 a 1. Quatro anos depois, na Copa da Alemanha em 2006, o atacante voltou a brilhar ao anotar o gol derradeiro na vitória por 2 a 0 sobre Trinidad e Tobago, fechando a sua conta pessoal em mundiais.

O pelotão de elite com dois gols marcados

Abaixo do topo isolado de Nelson Cuevas, existe um empate sêxtuplo na segunda posição. Diversos craques históricos da equipe paraguaia conseguiram balançar as redes duas vezes no torneio da FIFA, incluindo os grandes destaques das campanhas de 1958 e 1986.

Veja como ficou o ranking dos jogadores com mais gols pelo Paraguai na competição:

1. Nelson Cuevas (3 gols)

O ponta habilidoso é o líder isolado do ranking, somando seus tentos decisivos como reserva nas edições de 2002 e 2006.

2. Roberto Cabañas (2 gols)

O saudoso atacante marcou seus dois gols na Copa do México, em 1986, com grande destaque no empate contra a Bélgica na fase de grupos.

3. Julio César Romero “Romerito” (2 gols)

Ídolo no Brasil, o meia ofensivo castigou as defesas do Iraque e do México, também deixando sua marca duas vezes na edição de 1986.

4. Florencio Amarilla (2 gols)

Disputando o mundial de 1958 na Suécia, o ponta-esquerda se firmou como um dos principais destaques ofensivos da seleção paraguaia.

5. Jorge Lino Romero (2 gols)

Companheiro de ataque de Amarilla em 1958, Romero também anotou dois tentos no forte grupo que contava com potências europeias como França e Iugoslávia.

6. José Parodi (2 gols)

Outro integrante da clássica geração de 1958 que deixou sua assinatura em dose dupla nos gramados europeus.

7. Juan Bautista Agüero (2 gols)

Fechando o quarteto histórico da edição de 1958, Agüero confirmou a força do ataque da época e também balançou a rede duas vezes.

(Nota histórica: Dezenas de atletas consagrados no esporte, como os defensores Celso Ayala e Francisco Arce, além dos atacantes Roque Santa Cruz e José Cardozo, possuem apenas um gol marcado na história dos mundiais).

O desafio para a nova geração paraguaia

A seleção paraguaia ficou de fora das edições mais recentes da Copa após registrar a sua melhor campanha na África do Sul, em 2010 (alcançando a fase de quartas de final). Agora, com o planejamento focado nas eliminatórias sul-americanas, a responsabilidade de buscar novos recordes recai sobre o elenco montado pelo técnico Gustavo Alfaro.

Jovens talentos que atuam no futebol europeu, como Julio Enciso e Diego Gómez, somados a peças experientes como Miguel Almirón, assumem o grande desafio de recolocar o Paraguai no maior palco do futebol. Caso o país confirme o retorno ao torneio, esses atletas terão a chance inédita de alcançar ou até mesmo quebrar a marca histórica de Nelson Cuevas.

O fato de a coroa de artilheiro máximo pertencer a um jogador que fez história saindo do banco de reservas reforça a imprevisibilidade do torneio da FIFA. Enquanto um novo goleador não desponta, o recorde do lendário “Pipino” segue intacto nos anais do esporte sul-americano.





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