Pressão aumenta no Bahia e torcida pede saída de Rogério Ceni após nova derrota | Torcedores

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Pressão aumenta no Bahia e torcida pede saída de Rogério Ceni após nova derrota

Rogerio Ceni em derrota do Bahia contra o Botafogo. Foto: Jorge Rodrigues/AGIF

A pressão sobre Rogério Ceni aumentou ainda mais no Bahia após a derrota por 2 a 1 para o Cruzeiro, de virada, pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro. Na Arena Fonte Nova, torcedores protestaram contra o treinador durante e depois da partida.

Das arquibancadas, parte da torcida entoou cânticos pedindo a saída de Ceni. Frases como “Adeus, Ceni”, “Time pipoqueiro” e “O meu Bahia não precisa de você” aumentaram o clima de tensão no estádio.

O resultado ampliou a sequência negativa do Tricolor, que agora acumula cinco partidas sem vitória na temporada.

Veja também: Textor propõe “SAF/Social 2.0” ao Botafogo e quer presença permanente no clube

Derrota agrava momento turbulento do Bahia

Além da sequência ruim no Brasileirão, o Bahia também convive com frustrações recentes em outras competições. O time acabou eliminado ainda na pré-Copa Libertadores da América diante do O’Higgins e complicou sua situação na Copa do Brasil após perder por 3 a 1 para o Remo no jogo de ida da quinta fase.

Agora, o Bahia precisará vencer por pelo menos três gols de diferença no Mangueirão para avançar no torneio nacional.

Mesmo depois da conquista do Campeonato Baiano sobre o rival Vitória, o desempenho recente fez crescer a insatisfação da torcida com o trabalho da comissão técnica.

Rogério Ceni admite queda emocional da equipe

Após a derrota para o Cruzeiro, Rogério Ceni reconheceu o momento ruim da equipe e afirmou entender a reação dos torcedores na Fonte Nova.

“O torcedor quer ver o time vencer. Quando o time não entrega o resultado, o torcedor está certo em protestar”, declarou o treinador.

Em seguida, Ceni afirmou que tenta encontrar soluções diariamente para recuperar o desempenho da equipe. “Eu não canso de trabalhar. Tento achar situações, trocas, alternativas”, afirmou.

O treinador também admitiu que o elenco atravessa uma queda de rendimento técnico e emocional nesta reta de temporada.

“Tem uma queda técnica e emocional. Precisamos fazer algo diferente para mudar a chave e resgatar o torcedor”, completou.

Apesar da pressão crescente, o histórico do City Football Group indica que uma eventual troca no comando técnico não costuma acontecer de forma imediata.

O conglomerado, responsável pela SAF do Bahia, normalmente aposta em projetos de longo prazo e evita decisões tomadas apenas por resultados de curto prazo.

O próprio Bahia viveu situação parecida em 2023, quando o técnico Renato Paiva passou 12 partidas sem vencer antes de deixar o clube. Na ocasião, o treinador pediu demissão e não foi desligado pela diretoria.

Além disso, o Grupo City mantém técnicos há vários anos em clubes importantes da rede, como Pep Guardiola no Manchester City e Míchel Sánchez no Girona.

Situação de Ceni segue cercada de incerteza

Mesmo assim, o ambiente no Bahia se tornou mais delicado nos últimos dias. A queda de rendimento da equipe, somada às eliminações e aos resultados ruins recentes, aumentou a cobrança interna e externa sobre o treinador.

Ceni, por outro lado, ainda possui respaldo contratual importante. O técnico renovou recentemente seu vínculo com o Bahia até dezembro de 2027.

Enquanto isso, a partida contra o Remo, pela Copa do Brasil, ganhou peso ainda maior para o futuro imediato do trabalho da comissão técnica.



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