Operação contra Ciro deixa campanhas de Flávio e Tarcísio em alerta

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O PP vai apoiar os dois pré-candidatos; há receio de imagem colada ao caso Master

Reprodução/X @FlavioBolsonaroTarcisio e Flávio devem fazer primeira foto conjunta
Governor de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro

A operação da Polícia Federal contra o senador e presidente do PP, Ciro Nogueira, deixou as campanhas de Flávio Bolsonaro (PL) e Tarcísio de Freitas (PP) em alerta. Nos bastidores, o clima é de incertezas e de conversas pausadas até que os próximos passos do escândalo do Banco Master fiquem claros, já que há receio de que a oposição aproveite o episódio para relacionar os cabeças de chapa ao caso.

O PP vai apoiar os dois pré-candidatos. Como antecipou a coluna, inclusive, o evento de formalização da parceria com Tarcísio foi cancelado por hora, mas a chapa majoritária, confirmada nessa semana pelo governador do Estado, conta com um pré-candidato ao Senado do partido, Guilherme Derrite (PP). Do lado de Flávio, o PP tem tido participação intensa na tentativa de escolha da vice – pelo menos três nomes estudados para compor com o filho “01” do ex-presidente Jair Bolsonaro fazem parte da sigla.

Sob reserva, membros das campanhas de Flávio e Tarcísio disseram que não é possível tomar decisões precipitadas nesse momento. Por enquanto, os dois devem continuar fazendo pronunciamentos favoráveis às investigações e ao esclarecimento dos fatos. Só depois, com mais clareza dos desdobramentos para Ciro, é que alguma decisão pode ser tomada.

Até então, a estratégia de “aproveitar” o caso Master fazia parte da própria direita, que via o governo federal como laço mais fraco na história. A ideia era associar a história e a figura de Lula a outros casos de corrupção conhecidos, como o Mensalão e a Lava Jato.

Um mentor do PL destacou à coluna que o apoio de dois grandes partidos — lembrando que o PP faz parte da federação União Progressista, com o União Brasil — é importante e não “algo de se jogar fora”. No caso de Flávio, por exemplo, o entendimento é que ele ainda não conseguiu costurar outros apoios de grandes siglas.

Ele destacou, no entanto, que a repercussão é grande porque o nome de Ciro está aparecendo pela primeira vez em algum escândalo, avaliando que a defesa ainda “nem começou”. “No caso de Lula, a repercussão seria menor. Escândalos de corrupção são normais na trajetória do PT”, frisou, destacando que o atual presidente também será atacado por diversos temas.

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.





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